Bruno Pinheiro, treinador do Estoril, analisa o empate com o Benfica (1-1), em jogo da 10.ª jornada da Liga, disputado no seu 45.º aniversário:

«O Benfica também chegou à vantagem sem o justificar ainda. Tivemos 90 minutos a perder 1-0, tivemos de ir atrás do prejuízo, e isso provocou um enorme desgaste, mas acaba por ser um empate merecido. Nem sempre com a qualidade desejada, mas mantivemo-nos sempre fiéis à nossa ideia de jogo. Não há que ter vergonha de assumir que o Benfica é superior, é um adversário fortíssimo, mas até tivemos mais posse de bola do que a maioria das equipas, e acabámos por empatar num lance trabalhado.»

[o que mudou com o golo do Benfica logo no segundo minuto?] «Tivemos de nos desgastar mais. Tivemos de ir sempre atrás da bola, e com 0-0 podíamos definir melhor os gatilhos de pressão. Tivemos de ir muito mais alto no campo.»

[é um empate que sabe a vitória, dada a forma como festejou, no final?] «É um empate que sabe a um ponto. Eu compreendo a sua pergunta. Foi um golo na parte final do jogo, depois de muito desgaste. Foi um jogo extremamente difícil, com a fadiga acumulada não é fácil raciocinar, mas a equipa manteve-se coesa. É um empate que sabe bem, dentro de um adversário que não é do nosso campeonato. Não sabe a vitória, mas sabe muito bem, pois são realidades distintas. São pontos ganhos.»

[O Benfica desvalorizou o Estoril na segunda parte, até pelas substituições que fez?] «Não acredito. Isso é dizer que os jogadores que fazem parte do plantel não têm qualidade. Eu acredito muito nos jogadores que tenho no banco, e acredito que o Jorge Jesus também. Temos de escolher onze, e muitas vezes a diferença entre um e outro é só mesmo um estar em campo e o outro no banco. O ano passado chegámos a trocar dez jogadores para a Taça, ou seis ou sete no campeonato, e continuávamos a ganhar. Não penso dessa forma. São oportunidades que são dadas aos jogadores. Foram infelizes numa bola parada.»

Nuno Travassos / Estádio António Coimbra da Mota, Estoril