Fernando Santos, selecionador nacional, em declarações na conferência de imprensa após a eliminação de Portugal do Euro 2020:

«Acho que foi um resultado injusto. Mas o futebol é isto: ganha quem marca e eles marcaram um golo e nós não conseguimos fazer. Tirando os primeiros dez minutos, em que não estivemos tão bem no jogo e a Bélgica conseguiu controlar o jogo e empurrar-nos um pouco para trás, encontrámos os espaços certos e começámos a jogar mais subidos.

Os jogadores tiveram sempre uma atitude muito forte em todos os momentos do jogo. Procuraram atacar sempre que tinham a bola, criar condições e roubar a bola. E defender bem quando tinham de defender. A Bélgica fez seis remates, acertou uma vez na baliza e fez golo. Portugal fez 29 remates e não conseguiu fazer golo. Bolas no poste, bola aqui e acolá.

Mas fomos sempre atrás. Mesmo na primeira parte, em que o jogo foi mais repartido, nós também tivemos as nossas chances. Estava a ser um jogo equilibrado e do nada surgiu o golo da Bélgica. Foi um momento duro para nós, muito perto do intervalo. Falámos, levantámos a cabeça e fomos para o jogo convencidos de que podíamos dar a volta ao jogo. Os jogadores foram inexcedíveis. Correram, lutaram, criaram condições, mas o futebol é isto: a bola não quis entrar.»

[O que falhou no golo da Bélgica?]

«É um remate fora da área do lateral-esquerdo que apareceu ali naquela zona e fez um remate fortíssimo. Nem tudo pode controlar-se num jogo. Portugal esteve sempre bem posicionado em campo e a tentar sair no ataque sempre que possível. Eles nunca conseguiram utilizar no jogo o que tinham de mais perigoso porque nós nunca permitimos. Depois, eles deram um chuto à baliza e por um jogador que normalmente não o faz.»

[Mais sobre o jogo]

«Na segunda parte ficámos expostos ao contra-ataque e eles usaram muito o Lukaku. Quase que foi ele que conseguiu tirar algum tempo ao nosso ataque porque segurava a bola e conseguia fazer com que a Bélgica respirasse. Tentámos de todas as maneiras: mais por dentro, por fora, com mais jogadores, mais presença na área. A bola foi ao poste duas vezes e o guarda-redes fez uma defesa em que estava parado e a bola foi contra ele. O futebol é isto.»

Sérgio Pires