Fernando Santos abordou o desafio diferente, que vai ter contra a França, em relação àquele que teve de enfrentar contra a Alemanha e acrescentou também o jogo com a Hungria, para ajudar na comparação.

«Em termos estratégicos são abordagens diferentes. São três variantes até. A Hungria atacava a quatro, mas nós nunca permitimos. A Alemanha jogava diferente, com três atacantes, mas provocando avanço dos dois laterais. Nós jogamos numa linha a quatro e sabíamos que não tínhamos igualdade numérica sequer. E no futebol no mínimo tínhamos de garantir isso. O ideal era ter superioridade numérica», começou por dizer na conferência de antevisão desta tarde, abordando em seguida o jogo com a França.

«Amanhã, o que se coloca é um ataque diferente, mas com os médios a atacarem mais a profundidade do que os da Alemanha. A equipa francesa joga com três avançados mais móveis (Benzema, Griezmann e Mbappé), mas com dois médios (Rabiot e Pogba) que atacam bem a profundidade, tal como muitas vezes até o próprio Kanté. Não teremos essa questão de na última linha ter superioridade numérica do adversário. Teoricamente será quatro contra três. Se tivermos concentração e melhorarmos a intensidade e quando tivermos bola sairmos a jogar e obrigar o adversário a deslocar-se... É o que as equipas grandes têm de fazer: defender bem, atacar bem e assim é que podem ganhar jogos», salientou.

O técnico português foi questionado também sobre o poderio do ataque francês e instado a compará-lo com o tridente português, mas advertiu: «Não é um jogo de três contra três, mas de onze contra onze. Se a França fosse só o ataque e defendesse mal e não tivesse médios tão intensos - Kanté, Pogba, Rabiot são intensíssimos -, se não tivesse uma linha defensiva como tem  com dois jogadores super rápidos muito fortes no um contra um... Claro que os três da frente são muito bons. O nível deles é alto. O nosso também», concluiu.

Portugal defronta a França na terceira e última jornada do Grupo F esta quarta-feira, às 20 horas, na Arena Puskás, em Budapeste.

Sérgio Pires / Enviado especial do Maisfutebol ao Euro 2020