Na véspera do jogo contra Portugal, o tema principal da conferência de imprensa de Joachim Low foi a derrota no jogo inaugural contra a França. O técnico germânico reconheceu «a desilusão» pelo mau arranque, mas frisou que sente a equipa com espírito para inverter o rumo dos acontecimentos.

«Todos ficámos desiludidos na terça-feira à noite. Perdemos com um autogolo e isso deixou-nos um sabor amargo. Sinto uma grande vontade na equipa. Todos sabem o que devem fazer e o que temos de melhorar. Defendemos bem contra a França, mas como sabem temos treinado finalização nos últimos dois dias. Estamos otimistas, embora com maior pressão. Queremos um resultado positivo contra Portugal», referiu, em conferência de imprensa. 

Low, campeão do Mundo em 2014, partilhou qual o aspeto que Mannschaft, deve melhorar para o confronto com o campeão europeu. 

«Temos de ter outra atitude ofensivamente. Temos de chegar com bola ao último terço e conseguir jogar lá. Não fizemos tudo mal contra a França. Poderemos cometer erros, mas temos de mudar a dinâmica da equipa e perceber que é necessário correr riscos. Há adversários que defendem muito bem, como é óbvio, mas podemos e devemos explorar os espaços que nos concedem», apontou. 

O selecionador alemão referiu ainda que Leon Goretzka, ausente do primeiro jogo com os gauleses, ainda não está em condições para jogar todo o jogo.

«O Goretzka não joga há cinco ou seis semanas. Está sem ritmo competitivo. Não posso contar com ele para os 90 minutos, ainda não tem capacidade para tal. Pode ser uma alternativa para entrar durante o jogo», confirmou. 

Low aproveitou ainda a conversa virtual com os jornalistas para elogiar Portugal e voltou a ser questionado sobre Cristiano Ronaldo.

«Portugal manteve a estrutura da equipa que ganhou o Euro. É uma equipa equilibrada, com jogadores muito bons tecnicamente. É forte no jogo aéreo, faz tudo muito bem. Posso enumerar uma série de jogadores de Portugal, há quatro ou cinco que são extraordinários, capazes de criar e de marcar golos. Portugal gosta de jogar em combinações curtas, sai com bola no pé e todos jogam a um nível muito elevado. É uma seleção perigosa», destacou. 

«O histórico de confrontos com Portugal não interessa para nada. Temos de estar concentrados no jogo de amanhã [sábado]. Ronaldo? Portugal não é só Ronaldo. Anteriormente, ele canalizava todo o jogo de Portugal. Neste momento já não é assim e Portugal tem mais soluções como o Bernardo, o Bruno Fernandes, o Félix e o Jota. Esses jogadores são tão importantes quanto o Ronaldo na manobra ofensiva. É claro que Ronaldo consegue fazer mais do que, apenas movimentar garrafas de Coca-Cola. Joga bem nas várias posições do ataque, é muito forte no jogo aéreo, mas Portugal não é só Ronaldo. Temos de estar atentos ao Ronaldo, já sabemos quais são as movimentações dele, mas precisamos de ter atenção a toda a equipa», acrescentou. 

[artigo atualizado]
 

Vítor Maia / enviado-especial a Munique