Este azul assusta.

É esse o primeiro apontamento que pode retirar-se da vitória da França frente à Alemanha, na estreia no Euro 2020, à qual a Seleção Nacional assistiu de cadeirinha, depois do triunfo de mais cedo na Hungria.

Em Munique, curiosamente, a seleção que conta com Mbappé, Benzema e Griezmann como trio da frente nem precisou de marcar para vencer, já que Mats Hummels, num infortúnio, resolveu a partida logo aos 20 minutos com um autogolo.

Mas, repetimos, deu para assustar. E muito.

Durante a primeira, o domínio francês foi tão natural que impressiona. Superior à frente e atrás, Les Bleus não precisaram sequer de forçar muito para controlar por completo todas as incidências da partida.

Apenas Muller, num cabeceamento em esforço, conseguiu ameaçar a baliza de Lloris.

Do outro lado, Mbappé era, como sempre, uma seta apontada à baliza. Benzema o avançado cerebral que esta equipa merece e Pogba um verdadeiro patrão no meio-campo – grande passe para Lucas Hernández no golo.

França baixou… para Mbappé crescer

Na etapa complementar, a França baixou o ritmo. A Alemanha subiu no terreno, conseguiu ter mais bola, mas sem nunca criar grandes oportunidades de golo.

Mas se os germânicos se aproximaram da baliza contrária, significa que se afastaram da própria baliza de Neuer. E o que é que isso significa? Espaço para Mbappé brilhar.

O jovem astro do Paris Saint-Germain foi um demónio para a defesa da mannschaft e só por acaso – ou por centímetros – não ajudou a construir um resultado mais volumoso.

Aos 52 minutos, por exemplo, assistiu Rabiot de forma sublime, o médio atirou ao poste. Aos 68m, marcou um golo de antologia, com um remate cheio de classe, mas o lance foi anulado por fora de jogo. A quatro minutos dos 90, assistiu Benzema para o 2-0, após mais um grande passe de Pogba, mas o lance foi novamente invalidado por fora de jogo.

Contas feitas, a França voltou a demonstrar o quão poderosa é, ou não fosse a atual campeã do Mundo, e colou-se a Portugal no topo do grupo F. Já a Alemanha sai derrotada num jogo em que pareceu nunca estar verdadeiramente em jogo, muito por culpa do adversário, e enfrenta Portugal no próximo sábado bem mais pressionada.

Rafael Vaz