Fernando Santos quer máxima concentração na estreia de Portugal no Euro2020, esta terça-feira, frente à Hungria, recordando que a seleção magiar já colocou muitos problemas à Seleção Nacional, tanto no Euro2016, como, mais tarde, na fase de qualificação para o Mundial2018.

A verdade é que Portugal venceu sempre a Hungria em Budapeste e os adeptos húngaros não estão muito confiantes para este primeiro jogo, mas o selecionador começou por reforçar a ideia que não olha para as estatísticas. «Não interessam para nada, são passado, tudo distante, situações diferentes. O que olho é para os últimos jogos da Hungria, este último jogo com a Irlanda para perceber como é que era a equipa que tem muita qualidade», começou por destacar através de uma conferência de imprensa realizada de forma remota.

Além de ter visto os últimos jogos a Hungria, o engenheiro também esteve atento às palavras do seu homólogo, Marco Rossi. «Também olhei para as declarações do selecionador húngaro que são contrárias ao sentimento das pessoas. As sensações que tenho do jogo de qualificação para o Mundial 2018, foi que a Hungria contou um apoio fantástico à equipa, foi um jogo complicado para Portugal. Temos de estar ao nosso melhor nível, em todos os padrões. O que o selecionador disse é que dificilmente alguma equipa será melhor ao nível da organização, paixão e entrega. Disse que os seus jogadores são insuperáveis, entre aspas, para através disso conseguir controlar o acréscimo de qualidade que, na sua opinião, Portugal tem.  Se a Hungria conseguir ser melhor que nós em controlo, organização e paixão, vamos ter dificuldades seguramente», acrescentou.

Fernando Santos não tem dúvidas que a Hungria, a jogar em casa, não vai jogar à defesa frente a Portugal. «Vai jogar olhos nos olhos, não espero uma equipa a jogar atrás, espero uma equipa a jogar com as suas armas, a explorar o campo todo. É uma equipa que sai a jogar de trás, não é o guarda-redes que mete a bola na frente. É uma equipa que tem dois jovens no meio-campo que têm estado muito bem e depois tem dois bons avançados. Vamos ter de enfrentar a Hungria com todos os cuidados», destacou ainda.

O selcionador tinha dito que a Hungria era diferente com Szobszlai que acabou por ficar fora do Europeu devido a lesão. «Não disse que a Hungria era melhor com o Szobszlai, disse que era diferente. É verdade que não está presente, mas nos últimos jogos apareceram dois jovens, o Schafer, que tem jogado mais vezes, e o Kleinheisler, que tornam o meio-campo muito sólido, com muita qualidade técnica. Esta é uma equipa diferente de 2018 e da de 2016. A de 2016 e de 2018 colocaram-nos muitos problemas, mas esta é uma equipa diferente», comentou ainda.

Sérgio Pires