A poluição atmosférica causada pela concentração de ozono no ar pode prejudicar a saúde, sobretudo de crianças, idosos, asmáticos e pessoas com problemas alérgicos ou respiratórios.

Segundo a página da Internet do Instituto do Ambiente, os níveis de poluição por ozono que obrigam a informar o público foram ultrapassados em 2004 durante 302 horas.

Apesar de ser menos do que o registado em 2003, os valores do ano passado são 30 vezes superiores aos registados em 2002.

Quando os níveis de concentração de ozono ultrapassam os 180 microgramas por metro cúbico de ar é obrigatório informar a população.

A concentração de ozono no ar ocorre quando há muito calor, sobretudo associado a outros factores, como o trânsito e outras fontes de poluição atmosférica.

A exposição a este poluente afecta as mucosas oculares e respiratórias podendo o seu efeito manifestar-se através de sintomas como tosse, dores de cabeça, dores de peito, falta de ar e irritações oculares.

Quando a concentração de ozono ultrapassa o limite estabelecido para o alerta (a partir de 240 microgramas por metro cúbico), as autoridades recomendam que os grupos da população mais sensíveis reduzam a actividade física ao ar livre, evitem factores de risco, como fumar ou entrar em contacto com produtos irritantes - gasolina, tintas ou vernizes -, respeitem rigorosamente os tratamentos médicos e recorram a cuidados médicos, em caso de agravamento dos sintomas.
Redação / Lusa/AM