«A produção hidroeléctrica caiu para mínimos históricos e estamos com recurso a todos os nossos centros de produção», disse.

Este facto leva a que o país tenha que compensar a energia que lhe falta na hidraulicidade com energia térmica.

«A substituição de energia hidroeléctrica por energia térmica significa o recurso a mais combustíveis, ou seja, carvão, petróleo ou gás. O que implica mais custos e por tanto uma pressão maior sobre os consumos dos cidadãos, na medida em que a tarifa média acaba por ser pressionada, com algum intervalo de tempo, pela forma como nós produzimos», refere José Penedos.

E assegura que se «se mantiverem estas condições climatéricas a pressão para o preço é brutal.»

Segundo dados da REN, referentes ao acumulado deste ano, o decréscimo de produção hidroeléctrica foi de 64%, «o que significa que tem que ter um aumento da térmica na ordem de 50% e depois o resto vem de importações.»

Apesar da actual situação, o responsável da REN garante que «o país, do ponto de vista de segurança de abastecimento, não tem qualquer problema (¿) atingimos o máximo histórico em ponta já este ano com 8.500 megawatts de potência pedida à rede, o que significa qualquer coisa que anda um bocadinho acima de 10% da ponta que se verificou o ano passado (no mesmo período).» Em termos médios globais e face ao mesmo período do ano que passou, Janeiro-Fevereiro, o aumento de consumo foi na ordem dos 7%.

Valores que levam o presidente da REN a acreditar que «muito provavelmente vamos atingir este ano máximos históricos de consumo e máximos históricos de ponta.»
Alda Martins