O secretário-geral da UGT, João Proença, apelou esta sexta-feira ao Governo que faça «todos os esforços» para manter em Portugal a fábrica da Opel da Azambuja, pertencente à General Motors (GM).

«Apelamos ao Governo que faça todos os esforços no sentido garantir que a Opel fique em Portugal», disse o secretário-geral da UGT aos jornalistas em conferência de imprensa, adiantando que o eventual encerramento irá «prejudicar muitas famílias e vai pôr em causa um sector fundamental para os país».

No caso de se confirmar o encerramento da fábrica, João Proença defendeu que o Governo deverá exigir «total responsabilidade» à GM pelo rompimento do contrato com o Estado português.

«A GM terá que devolver obrigatoriamente todos os incentivos que recebeu e deverá sofrer a penalização máxima merecida por quem rompe um contrato», referiu o sindicalista.

A GM enviou quinta-feira aos sindicatos dos trabalhadores da fábrica da Opel da Azambuja uma carta onde reafirma o fecho da unidade a 31 de Outubro, avançou esta sexta-feira o «Jornal de Notícias».

Na carta, a GM informa os trabalhadores que mantém a intenção de deslocalizar a produção do modelo Combo da Opel - único automóvel construído na Azambuja - para a fábrica de Saragoça, em Espanha, tal como tinha noticiado um jornal económico alemão no início do mês.

Na mesma carta, o director-executivo da GM na Europa, Geral Johnson, diz que é necessário avançar com as negociações sobre as futuras indemnizações e compensações.