O preço do petróleo voltou a cair esta quinta-feira à medida que surgem cada vez mais sinais de que a crise é mais profunda do que se esperava, o que deixa antever uma quebra da procura de petróleo.

Os preços subiram 9% antes da abertura devido a uma inesperada queda de stocks nos EUA, que poderia indicar um aumento da procura naquele que é o principal consumidor mundial

De acordo com a Administração de Informação de Energia, dos EUA, os stocks cairam 700.000 barris na semana passada, enquanto que a procura de gasolina subiu 2,2% graças à queda dos preços.

Mas os dados divulgados ao longo do dia inverteram a tendência. Um desses dados foi a queda de 1,5% no Produto Interno Bruto da Zona Euro, o ritmo mais rápido de sempre, no quarto trimestre de 2008, devido à queda das exportações e do sector imobiliário.

Do outro lado do Atlântico surgiram também dados negativos como a queda dos pedidos à indústria em Janeiro, pelo sexto mês consecutivo. Os números dos pedidos de subsídio de desemprego mostram que o mercado de trabalho continua a enfrentar dias difíceis e o crédito malparado representa já cerca de 8% do total. Dados que, todos somados, levaram os investidores a focarem-se novamente na provável queda de procura de crude.

Assim, o petróleo negociado nos EUA com entrega para Março caía 1,68 dólares para 43,70 dólares, apesar de anteriormente ter tocado o valor mais alto do último mês nos 45,70 dólares. Já em Londres, o contrato de Março do Brent escorregava 2,23 dólares para 43,89 dólares por barril.

A queda só não foi maior porque veio da China um sinal de esperança. Apesar de a China ter decidido não avançar com um segundo pacote de apoio à economia, o primeiro-ministro chinês anunciou que a economia do país, a segunda maior consumidora de petróleo do mundo, conseguiria crescer 8% este ano, um nível que permitirá manter o nível do emprego.

Por seu lado, os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que se reunirá no próximo 15 de Março em Viena, deram sinais díspares sobre a possibilidade de um novo corte de produção.
Redação / PGM