Numa carta enviada aos representantes sindicais, a que o «Jornal de Notícias» teve acesso, o director-executivo da GM Europa, Gerald Johnson, admite ainda ser necessário avançar com as negociações sobre as futuras indemnizações e compensações.

Desta forma, a multinacional veio dar fundamento à notícia do jornal económico alemão «Handelsblatt», que, na passada segunda-feira, citando fontes da empresa, dava como certo o encerramento da unidade portuguesa já no próximo mês de Outubro.

No documento, Gerald Johnson admite que a GM aceitou «o pedido do Governo para prorrogar a decisão final, por forma a que este tenha mais tempo para apresentar alguma solução para ultrapassar a desvantagem competitiva de 500 euros que representa produzir o Combo em Azambuja», avança o «Jornal de Notícias».

«Consideramos ser prudente iniciar conversações com os representantes dos trabalhadores sobre um programa de compensações justo e socialmente responsável para os empregados», admite, por outro lado, o responsável da empresa.

O director-executivo da GM alerta ainda para a importância de se encetarem os «trabalhos preparatórios sobre os requisitos técnicos relativos à mudança de produção», para existir uma resposta rápida na deslocalização caso as negociações com o Governo não surjam qualquer efeito.

Por último, Gerald Johson aconselha o fim dos protestos e paralisações na fábrica da Azambuja. «É importante que terminem quaisquer interrupções adicionais ao trabalho, na medida em que só pioram a situação», alerta.