(Actualiza com mais detalhes)

Assim sendo, o resultado líquido por acção (EPS) cresceu 30,2% para 0,33 euros. Já a rendibilidade do capital próprio médio foi de 23,5% em 2005.

A actividade doméstica, à qual está afecta 90% do capital próprio médio do Grupo, contribuiu com 179,4 milhões de euros, o que corresponde a um crescimento de 11% relativamente ao lucro de 2004 de acordo com o PCSB.

Quanto à actividade internacional, esta registou «um crescimento expressivo do seu contributo de 129%» (versus PCSB) para 71,5 milhões de euros, representando 28,5% do lucro líquido consolidado, quando em 2004 fora de 16,2%.

Por seu lado, a carteira de crédito a clientes consolidada cresceu 10,4%. Na actividade doméstica, que representa 98% desta, o crescimento da carteira foi de 9,3%. «A actividade internacional mantém o forte ritmo de crescimento da carteira, duplicando o seu valor relativamente a Dezembro de 2004», acrescenta o BPI.

Recursos totais de clientes crescem 13,4%

As imparidades de crédito realizadas no exercício, que tomam em consideração a perda de crédito estimada, foram de 67,5 milhões de euros. Representaram, em percentagem da carteira de crédito produtivo, 34 pontos base. Por outro lado recuperaram-se 17,6 milhões de crédito e juros vencidos anteriormente abatidos ao activo. As imparidades de crédito deduzidas das recuperações de crédito vencido, em percentagem da carteira de crédito, corresponderam a 25 p.b. da carteira.

A variação do crédito vencido há mais de 90 dias em 2005, adicionado dos write-offs efectuados e deduzido das recuperações de crédito vencido, representou 0,54% da carteira de crédito. O acréscimo de crédito vencido que resultou de uma única situação de incumprimento representou, em termos relativos, 0,22% da carteira de crédito.

As imparidades relativas à totalidade do crédito vencido da referida operação encontravam-se reflectidas nas contas consolidadas em 31 de Dezembro de 2005, sublinha o banco.

O BPI adianta que os recursos totais de clientes cresceram 13,4% relativamente a Dezembro de 2004. A actividade doméstica, responsável por 95% do total de recursos captados pelo Grupo, registou um crescimento de 11,7% do total de recursos de clientes. Na actividade internacional os recursos captados cresceram 70% em relação a Dezembro de 2004.

No final de Dezembro de 2005, o rácio de requisitos de fundos próprios, calculado de acordo com as regras do Banco de Portugal, situava-se em 11,5%1 e o Tier I em 7,3%. As acções preferenciais representavam 18,8% do Tier I, conclui o banco.
Redação / MF