A denúncia parte da indústria, que alerta para o risco de «quebras» no investimento em Portugal.

«Não sei mesmo como várias indústrias vão aguentar-se», disse, ao «Jornal de Notícias», o presidente da Confederação da Indústria Portuguesa, Francisco van Zeller, que quer ver alterados os critérios de actualização do preço da energia eléctrica, de modo a que sejam ponderadas as condições de competitividade das empresas, à semelhança do que acontece em Espanha.

No país vizinho, as tarifas para clientes industriais vão subir 1,7% em 2005. Em Portugal, de acordo com a decisão da entidade reguladora do sector, vão aumentar, já no primeiro trimestre do próximo ano, 7,86% na média tensão, 10,35% na alta e 10,63 na muito alta tensão. Ou seja em média, dá-se uma subida de 9,6% em Portugal, mais de cinco vezes superior à registada em Espanha. Essas actualizações, explicou, ontem, o presidente da ERSE, Jorge Vasconcelos, «reflectem rigorosamente todos os impactos, incluindo o dos preços dos combustíveis», na produção de electricidade.
Redação / JN/PGM