A menos de 24 horas da estreia de Portugal no Europeu de andebol, a boa disposição foi a nota dominante do encontro dos jogadores da seleção com os jornalistas, em Trondheim.

A consciência de que pela frente estará uma das melhores equipas do mundo não abala a confiança dos atletas portugueses, para um jogo que pode acompanhar AO MINUTO no Maisfutebol.

Tal como faz em campo, o central Rui Silva começou por compor a situação.

«Nós estamos em pé de igualdade. É óbvio que vamos defrontar a toda-poderosa França, mas temos vindo a provar a nossa qualidade e queremos continuar a andar nestes palcos», considera.

Opinião semelhante foi deixada por Alexandre Cavalcanti, que no início desta época se mudou precisamente para o Nantes, do campeonato gaulês.

«Não temos de esconder que França é das melhores seleções do mundo, mas já lhes ganhámos e só temos de voltar a mostrar o nosso valor.»

Já Pedro Portela, que também alinha em terras gaulesas, apesar de sublinhar as diferenças deste jogo da fase final do Euro para a partida em que Portugal derrotou França no apuramento para esta competição, defende que o conjunto luso pretende mostrar que o apuramento não foi obra do acaso.

«Este é um jogo completamente diferente, numa competição na qual eles estão habituados a estar e nós não. Mas vamos fazer tudo para ganhar o jogo e mostrar que não foi por acaso que chegámos até aqui», tira sem se enrolar o ponta direita português.

O capitão Tiago Rocha, um dos mais animados e descontraídos do encontro com os jornalistas, mostra-se de acordo com o selecionador quanto à importância de uma entrada forte, mas nota que é no final que se fazem as contas.

«São importantes os primeiros 15 minutos, para percebermos como estamos em termos de ansiedade, mas mais importante do que isso, é chegarmos ao final e termos uma vitória. Podemos começar mal, mas desde que entremos no nosso caminho e cheguemos ao final com uma vitória, isso é que é o mais importante.»

E como se sente a última barreira portuguesa para travar o poderio francês?

«Eu estou sempre pronto! Se depois o jogo corre bem ou não, veremos», atirou um sorridente Alfredo Quintana, antes de reconhecer o valor do adversário.

«Sem dúvida que França é um dos principais candidatos ao título. É uma seleção com uma tradição muito longa e que já ganhou tudo o que havia para ganhar.»

Além disso, acredita o guarda-redes luso-cubano, pode existir ainda um ressentimentinho francês pela derrota de março, em Guimarães.

«Vamos defrontar uma França cheia de raiva por terem perdido», aponta, empurrando a pressão para o lado das duas seleções do grupo que partem como claros favoritos à passagem para a main round.

«A pressão está do lado deles. Quem já ganhou todos os títulos foi a França. Quem tem tido grandes resultados nos últimos anos e joga em casa, é a Noruega. Nós só temos de jogar olhos nos olhos com eles e discutir o jogo.»

Que é como quem diz: ‘on y va’, venham de lá essa França.

Adérito Esteves / Trondheim, Noruega