A economia portuguesa não crescia tanto desde 2007. Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o Produto Interno Bruto (PIB) subiu 2,8% em termos homólogos nos primeiros três meses de 2017. E 1% em cadeia, em relação ao trimestre anterior.

Segundo o INE, "esta aceleração resultou do maior contributo da procura externa líquida, que passou de negativo para positivo, refletindo a aceleração em volume mais acentuada das exportações de bens e serviços que a das importações de bens e serviços". Ou seja, o turismo tem dado um contributo significativo para este crescimento.

Já a procura interna manteve um contributo positivo elevado, embora inferior ao do trimestre precedente, verificando-se uma desaceleração do consumo privado e uma aceleração do investimento.

Comparativamente com o 4º trimestre de 2016, o PIB aumentou 1%.  Também neste caso é determinante "o contributo da procura externa líquida para esta variação em cadeia do PIB passou de negativo para positivo, observando-se um significativo aumento das exportações de bens e de serviços, mais elevado que o das importações de bens e serviços".

Mesmo assim, no trimestre, o contributo da procura interna diminuiu “de forma expressiva” devido, principalmente, ao comportamento do investimento, verificando-se um contributo negativo da variação de existências.

De acordo com os dados do INE, desde o terceiro trimestre de 2007 que o valor de crescimento da economia, embora baixo, não era tão elevado. E antes de 2007, só tinha chegado aos 2,8%, em termos trimestrais, no segundo trimestre de 2004.

Esta estimativa rápida incorpora revisões na informação de base utilizada, nomeadamente decorrentes da utilização dos dados mais recentes do comércio internacional de bens, com revisões em termos nominais para o quarto trimestre de 2016.