O FC Porto espera um encaixe de 65 milhões de euros com a venda de futebolistas até 30 de junho de 2020. A garantia foi dada esta quinta-feira pelo administrador financeiro da SAD dos azuis e brancos, Fernando Gomes, na apresentação das contas do último exercício.

«Esse valor consta agora do novo orçamento, que foi corrigido. As mais-valias expectáveis são da ordem dos 65 milhões de euros», afirmou Fernando Gomes, esta manhã, no Estádio do Dragão.

A reformulação contabilística surge na sequência da ausência da fase de grupos da Liga dos Campeões, após a eliminação na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, ante o Krasnodar, em agosto último.

O dirigente dos portistas defendeu, contudo, que a SAD não tem «pressão para resolver o que quer que seja até janeiro» com a venda de jogadores do plantel principal, face ao encaixe falhado com as receitas extraordinárias da principal competição europeia de clubes.

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«Até 30 de junho de 2020 é que temos de ter a situação regularizada. Se vamos ter de fazer mais-valias, a resposta só pode ser sim, temos de o fazer, mas em janeiro não é necessário», sublinhou.

A FC Porto SAD apresentou um resultado líquido consolidado positivo de 9,4 milhões de euros. Só das provas da UEFA, no exercício entre 1 de julho de 2018 e 20 de junho de 2019, os dragões receberam 80,9 milhões de euros, mais 50 milhões do que nas contas de 2017/2018.

«No orçamento que tínhamos feito, estávamos a incluir receita semelhante à diferença dos dois anos, portanto 50 milhões de euros pela nossa participação. Há, sem dúvida, um constrangimento acrescido relativamente a este exercício, mas as dificuldades são amortecidas pelo bom resultado nas épocas anteriores face às metas que tínhamos definido com a UEFA», notou Fernando Gomes.

Ricardo Jorge Castro / Estádio do Dragão, Porto