Em virtude das restrições impostas devido à covid-19 e que vigoram no Reino Unido, com a proibição de voos de Portugal, o FC Porto e Chelsea têm de jogar os quartos de final da Liga dos Campeões em Sevilha.

Ora, Conceição defendeu que não há grande diferença entre jogar no Dragão ou no Ramón Sánchez-Pizjuán pelo facto de não haver público.

«Gostaríamos de jogar na nossa casa. Estamos habituados e é onde estão as cores e a força dos dragões. O Dragão é como uma casa: só faz sentido com a família lá dentro. Há algum tempo que a família está fora. Não há grande diferença entre jogar no Dragão ou em Sevilha porque a força do clube está de fora. Os adeptos têm sido incansáveis na paixão que demonstram. Tentamos levar para o campo essa paixão, pois só assim é possível fazer jogos como o que fizemos com a Juventus», argumentou o técnico do FC Porto, em conferência de imprensa.

Para a Andaluzia não poderão viajar Taremi e Sérgio Oliveira, duo que está castigado. O treinador dos dragões gosta que todos estejam presentes e adiantou que Marcano vai seguir com a equipa apesar de nem estar inscrito na Liga dos Campeões, enquanto o médio português vai ficar na Invicta a debelar uma pequena lesão.

«Gostaríamos de ter todos disponíveis. Pode mudar [a equipa], mas não especificamente por causa do Sérgio, mas pela estratégia. Se o Sérgio estivesse disponível, a forma como quero que a equipa esteja é a mesma. Não é fácil colmatar a ausência do Sérgio, é o melhor marcador da equipa e um jogador importante. O Marcano vai connosco e nem está inscrito. O Sérgio tem um pequeno problema físico e tem de ficar a recuperar, as viagens desgastam», disse.

Face à ausência de Taremi, poderá Luis Díaz jogar numa posição mais interior junto a Marega? Conceição sorriu, falou sobre o colombiano em específico e acabou por admitir que a equipa terá «uma nuance diferente» para o duelo com o Chelsea, desta quarta-feira (20h00).

«Olhamos para nós tendo em conta a estratégia e o adversário. Poderá haver uma nuance diferente, sim. Díaz? É uma boa pergunta. Posso querer que o extremo fique mais aberto ou jogue mais por dentro. O Díaz é forte no ataque à profundidade. Tem a ver com o espaço que ocupa quando temos bola. Amanhã logo se verá se temos um Díaz a explorar melhor as suas qualidades. Não só o Díaz, mas todos os outros.», referiu.

 

Vítor Maia / Olival, Vila Nova de Gaia