Na antevisão da segunda mão da meia-final da Taça de Portugal, frente ao Sp. Braga, Sérgio Conceição foi recordado da afirmação que fez a Carlos Carvalhal na primeira mão - «Onze para onze levas cinco ou seis».

«Aquilo que se passa no campo, fica no campo… se eu fosse a contar tudo o que eu disse a adversários e que me disseram a mim, tudo o que se passa num desporto cheio de paixão… começava aqui hoje e só acabava daqui a dez anos. Isso não é bonito», respondeu o técnico portista, realçando que «o mais importante é o jogo jogado.»

«[Para alguns] É mais importante do que fizemos em Braga ou contra o Sporting, que foi o último jogo. Praticamente não permitimos um remate enquadrado ao adversário, tivemos várias ocasiões para fazer golo, acho que foi um jogo bem conseguido pelo FC Porto, mas ninguém fala disso. Falam de pormenores, de situações mais bonitas ou menos bonitas e estou de acordo que algumas não foram tão bonitas. E outras que não vieram cá para fora, porque nem tudo se sabe… Não sou eu que vou dizer o que é que o Nuno Santos ou o Pote disse ao nosso banco de suplentes ou aos nossos jogadores…», frisou Conceição.

«Há muita gente que analisa o jogo, mas há outras pessoas que não percebem nada disso e que analisam quem pestanejou, quem cumprimentou quem. Falou-se da nossa grandíssima exibição frente à Juventus, a única vez em que ganhamos à Juventus? Falou-se? Não. Para isso não há tempo», criticou o técnico portista, acusando: «Quem é apaixonado pelo futebol fala do jogo, quem é subserviente e quer o tachinho comenta o que há à volta do futebol.»

«Para mim, o que é importante em Braga foram as duas grandes exibições até ficarmos em inferioridade numérica. Mérito também ao Braga que conseguiu empatar e é, por vezes, difícil frente a equipas com menos um», frisou o treinador.

O FC Porto-Sp. Braga, da segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal, joga-se esta quarta-feira às 20h15.
 

Vítor Maia