A eliminação do Sporting frente ao Alverca foi um dos temas da conferência de imprensa do FC Porto. No entanto, Sérgio Conceição preferiu elogiar a formação ribatejana e o trabalho que se faz nas divisões inferiores do futebol nacional.

«Sigo muito a Segunda Liga, o Campeonato de Portugal e até o distrital. Quando posso vou ver esses jogos, também se aprende muito. Conheço o valor do Alverca, do Espinho, do Lourosa, etc. São equipas que jogam na série do Coimbrões», começou por dizer, antes de desenvolver o raciocínio.

«Há jogadores com formação em clubes como o FC Porto ou o Boavista. O Pedro Tavares é talvez o único jogador da equipa inicial que é formado no Coimbrões. Todos os outros tiveram formação em clubes de topo. São jogadores com qualidade. Ainda para mais, jogam contra o FC Porto, querem mostrar-se. Se não estivermos emocionalmente no topo, podemos encontrar dificuldades. Fala-se dos erros e do que aconteceu ao Sporting, mas prefiro realçar o grande trabalho do Alverca.»

Desde que Conceição chegou ao Dragão, o FC Porto goleou por 6-0 os dois encontros referentes à terceira eliminatória da Taça de Portugal. O técnico frisou que o importante é respeitar quem está do outro lado e mostrou conhecer perfeitamente a equipa do Coimbrões.

«Nem tinha olhado para esses dados. O respeito pelo adversário e pelas pessoas é fundamental na vida. Quem não funcionar assim, tem surpresas desagradáveis. Faço questão de que os jogadores saibam qual pode ser o onze inicial do Coimbrões e como joga. Gosto que saibam se joga o Batistuta perto do Alex, ou se jogam com o Cléber ou com o Guilherme. Ou se o Pedro joga na direita. Eles têm de conhecer a equipa como eu conheço. Esse é o primeiro passo para ganhar o jogo», defendeu.

Conceição concluiu a intervenção sobre o jogo lembrando que «não há jogos fáceis».

«Hoje não existem jogos fáceis. Há 20 anos a diferença era tão grande entre jogadores e equipas técnicas. Teoricamente o jogo não vai ser equilibrado, mas temos de respeitar o adversário, limitar ao máximo a motivação natural do adversário. O plano emocional é mais importante do que perceber a forma como vamos jogar ou em que sistema. É preciso conhecer as individualidades do adversários. Não sabemos em que sistema vão jogar, isso faz parte da sua estratégia para o jogo. Temos de estar no máximo a todos os níveis. Trabalha-se bem em qualquer divisão, a maioria dos jogadores tem mais qualidade do que antigamente e a questão da motivação é muito importante neste tipo de jogos», disse.

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Vítor Maia / Olival, Vila Nova de Gaia