Felipe Ximenes era dirigente do Santos quando Lucas Veríssimo foi vendido ao Benfica, e não tem dúvidas que o central vai valorizar-se significativamente de águia ao peito.

«Nos últimos dias no Santos participei na venda do Lucas Veríssimo para o Benfica. Foi uma negociação muito arrastada. A defesa do Benfica tem tido performances notáveis. Penso que, com a camisola do Benfica, vai valorizar-se absurdamente e inevitavelmente. Os "big players" do futebol mundial virão atrás do Lucas», defendeu o agora dirigente do Avaí, em declarações ao Maisfutebol.

«Até onde pode ir? O céu é o limite para um jogador como ele. Tem condições para fazer uma carreira com um êxito idêntico à de Thiago Silva, ou David Luiz e Luisão, que também passaram por aqui. São tantos os defesas brasileiros que passaram por aqui. O balneário do Benfica dá a noção do que é vestir uma camisola mundial», acrescentou.

As negociações entre o Benfica e o Santos arrastaram-se por muito tempo, mas Ximenes olha para isso como algo natural no mundo do futebol: «Isso faz parte do processo natural de uma negociação. A própria imprensa vai ao encontro dos interesses, faz parte da negociação. O mais importante é que, na minha opinião, o Lucas fez uma escolha muito correta. O Benfica é uma marca mundial, e Portugal é uma porta de entrada para os grandes players do futebol mundial.»

Questionado se Lucas Veríssimo será o futuro central de referência da seleção brasileira, Ximenes acredita no potencial para desempenhar esse papel: «Tem 26 anos. Tem idade para disputar uma Copa, pelo menos. Se não for no Qatar, será a seguinte.»

Felipe Ximenes falou à margem da conferência «Global Football Management», à qual está ligado, e realizada em plena bancada do Estádio da Luz.

«Nos últimos quatro anos começámos a receber profissionais portugueses no Brasil. E tal como os lusitanos nos descobriram, nós descobrimos a grandeza e a riqueza do profissional português no futebol. Portugal é um grande produtor de conhecimento técnico, e isso sempre despertou a minha atenção. E eu gostava que embarcássemos nesta caravela, juntos, para mares nunca antes navegados. Especialmente Jorge Jesus, sem dúvida, mas tivemos Jesualdo, agora o Abel. É um movimento crescente. Antigamente era só do Brasil para Portugal. Está a crescer e é altamente positivo para o Brasi. A transformação de uma cultura é sempre de dentro para fora. Estamos de braços abertos para esse intercâmbio. Nós temos muito a oferecer, mas Portugal também tem uma esquadra de treinadores pelo mundo, com a periodização tática, que hoje em dia todos seguimos. Esta parceria pode dar resultado para os dois países. Nos somos conhecidos como o país do futsal, e agora Portugal sagrou-se campeão do mundo», afirmou, a propósito da realização do evento.

Questionado sobre a eleição de Rui Costa como presidente do Benfica e da importância de ter antigos jogadores a liderar os clubes, Ximenes destacou a ligação sentimental do líder encarnado ao clube.

«É arrepiante. Fiz questão de escolher o Estádio da Luz por ser mítico, a camisola do Benfica é mítica para os brasileiros. O Rui Costa tem raízes benfiquistas que lhe dão condições para dar continuidade ao trabalho que tem sido desenvolvido. Está na hora do Benfica conquistar uma prova europeia. O trabalho do Jorge Jesus dá esperança aos adeptos para que possa acontecer algo muito positivo esta época», finalizou.

Nuno Travassos