Cinco jovens entre os 24 e os 34 anos são os Kuduristas da Caparica, que três dias por semana, através da dança, promovem o envelhecimento ativo dos utentes, agora em confinamento, do Centro Social da Trafaria, no âmbito do projeto “Não estamos sós”, da Santa Casa da Misericórdia de Almada, no distrito de Setúbal. Os sons de kuduro e afrohouse são projetados através de uma pequena coluna suficientemente potente para pôr a mexer os "vovós", como são carinhosamente tratados pelos voluntários, que fazem uma espécie de terapia aos menos jovens, com idades entre os 80 e os 99 anos. A ideia começou com oito utentes, mas já se espalhou aos vizinhos. E durante meia hora não há solidão: há sorrisos e esquece-se a pandemia.