O mecanismo de apoio às segundas habitações afetadas pelos incêndios de 2017 teve a adesão de 11 municípios, num total de quase 160 casas e um valor de quase dois milhões, longe dos dez milhões de euros disponibilizados. Os processos de apoio levados a cabo pelos municípios estão em diferentes fases, mas o valor global do apoio a conceder aos proprietários de casas de segunda habitação fica muito longe dos dez milhões de euros disponibilizados pelo Governo, através de uma linha de crédito via Fundo de Apoio Municipal (FAM). O facto de o processo obrigar os municípios a contraírem um empréstimo, um encargo substancial para os proprietários (que podia ultrapassar os 60% do investimento necessário) ou a ausência de levantamento exaustivo das habitações não permanentes são alguns dos problemas apontados pelos autarcas ouvidos pela agência Lusa para o facto de o mecanismo não ter tido mais interessados.