A Fundação Serralves é, uma vez mais, o palco de uma exposição de Arte Contemporânea onde podemos contemplar, neste emblemático museu da cidade do Porto, obras intemporais datadas da década de 60 até aos dias de hoje. Trata-se de “Modus Operandi”, uma exposição que reúne cerca de 100 obras em homenagem a 30 artistas.

O edifício da autoria do arquiteto Álvaro Siza, conduz o visitante do Museu de Serralves a descobrir um conjunto de obras adquiridas pela Secretaria de Estado da Cultura, antes mesmo da criação da Fundação de Serralves e do Museu, até às incorporações mais recentes nesta coleção.

Esta exposição tem a colaboração da Fundação ”la Caixa” e do BPI, instituições parceiras que priorizam a divulgação cultural através da participação ativa numa vasta rede de museus e entidades culturais de referência.

“A Fundação ”la Caixa” em Espanha difunde de forma privilegiada a cultura através dos seus centros culturais. Em Portugal, nós entendemos que havendo instituições de grande qualidade, devemos apoiá-las. O que fizemos foi desenvolver novas áreas de colaboração com o propósito de promover grandes exposições”,  Artur Santos Silva, Curador da Fundação “la Caixa” e Presidente Honorário do BPI

Em exposição no Museu de Serralves, até dia 6 de março, ‘Modus Operandi’ apresenta obras realizadas por artistas como Julião Sarmento, Robert Mapplethorpe, Júlio Pomar, Lourdes Castro, Mário e Marisa Merz, Mauro Cerqueira, Ângelo de Sousa, Carlos Bunga, Graça Pereira Coutinho, entre outros. Uma das obras destacadas é “Big Easy” (2014), de Julião Sarmento, exibida pela primeira vez no museu.

 “Consideramos esta exposição muito interessante porque é uma mostra da coleção de Serralves, é uma mostra de artistas portugueses e estrangeiros, grandes figuras da arte contemporânea presentes na programação de Serralves”,  Artur Santos Silva, Curador da Fundação “la Caixa” e Presidente Honorário do BPI.

 “Modus Operandi” tem a ambição de incluir formas artísticas de vanguarda, de cariz experimentalista olhando o mundo a partir da especificidade estética e cultural portuguesa dos anos que se seguiram à Revolução de 1974. O conjunto de obras selecionadas convida os seus visitantes a mergulharem na arte contemporânea enquanto modo de expressão que evidencia a luta contra as conceções políticas, estéticas e ambientais, mantendo a conduta experimental.

A viagem da “Modus Operandi” arranca numa sala clássica de quadros, que congrega 28 gravuras e 1 objeto, que constituem o portefólio “For Joseph Beuys”. À medida que se avança na exposição, a tela vai desaparecendo, dando lugar a outras disciplinas artísticas como a música, a performance, a escultura e o cinema. A subjetividade da arte mistura-se com as paredes, através do audiovisual, até chegar ao fim com o cinema e dois filmes icónicos.

“Serralves tem feito um trabalho extraordinário pelo país na promoção da arte. Através da cultura educamos a sensibilidade das pessoas, contribuímos para que tenham uma valorização permanente e enriquecemos a sua formação. A nossa missão visa o apoio às classes mais vulneráveis com iniciativas de múltipla ordem",  Artur Santos Silva, Curador da Fundação “la Caixa” e Presidente Honorário do BPI

O Museu de Serralves e a Fundação ”la Caixa” convidam-no, ainda, a visitar a exposição da Coleção "Joan Miró: Signos e Figuração" que assenta nas 85 obras do célebre artista catalão, propriedade da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, cedida ao Município do Porto e depositada na Fundação de Serralves, abrangendo pinturas, desenhos, esculturas, colagens e tapeçarias.

A Coleção abrange seis décadas de trabalho de Joan Miró, de 1924 até 1981, permitindo ao visitante conhecer a obra e as principais preocupações artísticas do mestre catalão.

A Coleção Miró está em exibição até ao dia 6 de março de 2022.