Jorge Braz levou Portugal ao título Mundial de futsal, já depois de ter conquistado o Europeu para a seleção nacional.

Em declarações aos jornalistas no regresso a Portugal, o selecionador defendeu que este é o lugar da seleção lusa: o topo.

«O nosso patamar é este, agora queremos estar aqui de forma sustentada. Tinha dito que o título europeu não podia ser uma coisa do momento. Andamos há alguns anos a trabalhar para estar nas finais e aí podemos lutar pelos títulos. Nem sempre vamos ganhar, mas vamos continuar a lutar para estar lá», declarou, na Cidade do Futebol.

Braz elogiou os seus jogadores e afirmou ser tempo de desfrutar.

«Trabalhei com 17 homens fantásticos. Gente de carácter. Fomos com tudo para dar alegria aos portugueses e conseguimos», afirmou, continuando.

«O Bebé é um exemplo de vida. O Ricardinho passou o que passou para estar aqui, desde a operação. E como todos os outros se prepararam para este momento. O cuidado que tiveram nas férias. Quando se quer muito, até parece fácil. E atinge-se. Quando depende de nós, e dependeu muito deles», sublinhou.

Quando questionado sobre alguns dos descontos de tempo que se tornaram virais pela forma como Jorge Braz falou para os jogadores, o selecionador assegurou que é sempre genuino.

«Eu não sou ator. Sei que muita gente que diz que os treinadores têm de ser atores, mas eu sou honesto e genuíno. O que sinto e o que me vai na alma é o que transmito aos jogadores», garante.

Também a Federação Portuguesa de Futebol mereceu elogios pelo ambiente que se vive na Cidade do Futebol, que tantos troféus já alberga.

«Aquele canto [onde estão os principais troféus] está a ficar pequeno. Vive-se exigência, ambição e confiança nesta casa. É muito bom vir para aqui todos os dias, por isso de certeza que ainda vamos ter mais títulos do futebol, do futebol de praia, do feminino e do futsal também», concluiu.

Adérito Esteves / Cidade do Futebol, Caxias