O Facebook anunciou na quinta-feira que baniu vários utilizadores acusados de promover extremismos, nomeadamente supremacistas brancos e figuras proeminentes da extrema-direita.

Entre os que viram as contas ser apagadas estão Alex Jones, conhecido por divulgar teorias da conspiração, Milo Yiannopoulos, antigo editor do site Breitbart, de extrema-direita - ao qual também esteve ligado Steve Bannon, antigo conselheiro de Donald Trump - e Louis Farrakhan, líder do grupo religioso fundamentalista Nação do Islão, acusado de publicar conteúdo antissemita. Também banidos foram Paul Nehlen, ultranacionalista que concorreu ao Congresso dos EUA em 2018, e Paul Joseph Watson, que difunde teorias da conspiração xenófobas e sexistas.

Também banida foi Laura Loomer, ativista anti islão, que em novembro já se tinha acorrentado ao edifício do Twitter em protesto por ter sido banida da plataforma. 

Todos foram igualmente excluídos do Instagram, que é detido pelo Facebook.

"Sempre banimos indivíduos ou organizações que promovem ou se envolvem em atos de violência e ódio, independentemente da ideologia", disse um porta-voz do Facebook, citado pelo britânico The Guardian. "O processo para avaliar potenciais violações é extenso e foi o que nos levou à decisão de remover estas contas hoje".

A rede social foi acusada, porém, de anunciar com antecedência as contas que iria banir, dando tempo aos visados de apelarem aos seguidores que os ouvissem noutras plataformas. Alex Jones, por exemplo, ainda conseguiu falar em direto no Facebook antes de ficar sem conta. E Milo Yiannopoulos escreveu aos seguidores no Instagram, pedindo-lhes que subscrevessem uma newsletter antes de a conta desaparecer.

Ainda que muitas organizações não governamentais que fazem análise de media considerem que as ações do Facebook contra extremismos sejam insuficientes, há quem assinale que se trata de um passo "na direção certa". Cristina López G., da Media Matters, falando ao Guardian, admite que a rede social pode conter a onda de extremismos que florescem nas plataformas desde que reforce as ações nesse sentido. Recorde-se que a empresa de Mark Zuckerberg tem estado sob pressão sobretudo desde que o terrorista de Christchurch, na Nova Zelândia, conseguiu transmitir em direto no Facebook o atentado que fez mais de 50 vítimas mortais.