«O Governo reafirma a total confiança no trabalho da actual Comissão Executiva, liderada por Fernando Pinto», disse a fonte que acrescentou «o senhor ministro das Obras Públicas, Transportes e Habitação, vai transmitir a opinião do actual Governo, no sentido da manutenção da equipa actual».

De acordo com a mesma fonte «o trabalho desenvolvido, nomeadamente ao nível dos resultados financeiros e a estabilidade social que foi conseguida na empresa é o garante para a continuidade dos gestores».

A Agência Financeira sabe que o actual Executivo liderado por Pedro Santana Lopes avalia de forma muito positiva a estabilidade social conseguida na empresa. «A Comissão Executiva tem o mérito de ter conseguido inverter os resultados negativos da empresa, mas a actual equipa governamental é muito sensível à estabilidade social conseguida», acrescentando que «quando todos os trabalhadores, nomeadamente através dos sindicatos e da associação de pilotos confiam numa equipa de gestão é porque esta orienta uma empresa com preocupações sociais, para além dos lucros que são desejáveis e indispensáveis. É um equilíbrio muito reconhecido».

Contactada fonte oficial do ministro das Obras Públicas, Transportes e Habitação esta escusou-se a fazer comentários.

Por seu lado uma fonte próxima da actual gestão da empresa disse à Agência Financeira que «um convite por parte do Governo no sentido da continuidade na empresa seria bem recebida uma vez que existe um trabalho pensado que ainda não está completamente implementado».

Não querendo adiantar mais pormenores esta fonte ironizou afirmando que «o mais importante é que a empresa continue a voar na rota certa, independentemente das pessoas que estão sentadas aos comandos».

De acordo ainda com a mesma fonte governamental, António Mexia conseguiu «desenhar muito bem as funções de Fernando Pinto e de Cardoso e Cunha», de forma a não existirem sobreposições. Esta fonte referiu também que o Governo avalia de forma «positiva» o trabalho de Cardoso e Cunha como presidente da empresa desvalorizando as constantes fricções que aparentemente existem entre este e Fernando Pinto. «São intrigas da comunicação social com pouca aderência à realidade», disse.

Esta terá sido aliás a única condição imposta pelo gestor brasileiro para continuar a liderar os destinos da companhia aérea nacional.

Recorde-se que na semana passada o ministro das Obras Públicas, Transportes e Habitação, António Mexia, pediu à Comissão Executiva da TAP liderada por Fernando Pinto, que previa abandonar a companhia aérea amanhã, para adiar a saída «por mais alguns dias».

A reunião entre Fernando Pinto e António Mexia decorre amanhã ao final do dia.