A detenção de um médico brasileiro no Cairo, que está a ser investigado por assediar uma vendedora numa loja de papiros, está a correr o mundo e já fez manchetes em vários jornais, não só no Egito, mas em diversos outros países árabes, inclusive em nações onde há relatos de graves abusos aos direitos das mulheres.

O médico gaúcho e influencer digital Victor Sorrentino publicou na semana passada no seu Instagram - que conta com quase um milhão de seguidores - um vídeo em que aparece na cidade turística de Luxor a fazer comentários obscenos e com conotação sexual a uma vendedora. 

Comprido também fica legal, né?", disse Sorrentino em tom de gozo à vendedora, enquanto a mulher lhe tentava vender papiros.

De acordo com a BBC, após a repercussão negativa do vídeo nas redes sociais brasileiras - e mesmo antes de o caso se espalhar pelo Egito e nos países árabes - o médico voltou no dia seguinte à loja e gravou um novo vídeo, onde aparece a pedir desculpas à vendedora.

Na segunda-feira, Sorrentino foi detido por autoridades egípcias e continua impedido de deixar o país, enquanto os investigadores decidem qual desfecho dar ao caso. Até agora, o médico não foi acusado formalmente.

Veja o vídeo:

 

 

Lara Ferin