Que se está a vender uma grande parte de Portugal. Infelizmente, parece ser coisa de todo o Ocidente, que se verga aos «exclavos balatinhos amalelinhos» e que, dentro de pouco tempo, serão os donos do mundo industrial.

Repare-se que um salário numa fábrica chinesa é de cerca de cem dólares mensais. A China está, lenta e progressivamente a tomar conta dos mercados ocidentais cujos países, quando acordarem será demasiado tarde.

Na Europa ou nos Estados Unidos, quase só há produtos «made in China», embora com um rótulo do país onde é vendido.

Ou seja, de momento, os ocidentais compram por cêntimos para venderem por dezenas de euros ou dólares, encerram as fábricas, despedem os trabalhadores e é uma alegria viver de barriga ao sol, enquanto mais de metade da população está ou vai a correr para o desemprego. Quando, daqui a uns anos os oportunistas acordarem, será demasiado tarde e não poderão reerguer as suas fábricas bem patentes. As marcas foram compradas pela China.

Os inteligentes ocidentais sucumbem à ignorância chinesa, como dizem ainda, mas dentro em breve, vergar-se-ão perante o poder económico e financeiro da China.

A única solução é a de preferir o produto nacional, para relançar a economia e a manutenção ou criação de postos de trabalho sem a «escravatura» praticada na China e sabendo dizer não aos oportunismos. É preciso trabalhar a pensar nos nossos descendentes, em nós próprios e no futuro do nosso país e na preservação do Ocidente.

Sem isso, estaremos a caminhar rumo à Grande Muralha da China numa viagem sem retorno.
Portugal Diário / Leonel Franco