O Prémio Nobel da Economia 2018 foi atribuído, nesta segunda-feira, aos norte-americanos William D. Nordhaus e Paul M. Romer, anunciou a Real Academia das Ciências sueca.

Os dois economistas foram premiados por conseguirem associar as alterações climáticas ao comportamento da economia, segundo o secretário-geral da Real Academia de Ciências da Suécia, Göran K. Hansson.

Em comunicado, a Real Academia das Ciências sueca justifica a atribuição do 50.º Prémio Nobel da Economia a William D. Nordhaus (1941) e Paul M. Romer (1955) pelos seus trabalhos de integração da inovação e do clima ao crescimento económico.

William D. Nordhaus e Paul M. Romer têm desenvolvido métodos para relacionar algumas das perguntas mais básicas e prementes do nosso tempo sobre como criar crescimento económico sustentado e sustentável a longo prazo", refere.

Nordhaus, segundo a Academia, demonstra nas suas investigações como a atividade económica se relaciona com a química e a física básicas para provocar lterações climáticas, destacando que foi o primeiro investigador a criar um modelo quantitativo que descrever a interelação entre a economía e o clima.

O trabalho de Nordhaus dmonstra ainda que a forma mais eficaz de combater as consequências dos problemas causados pelas alterações climáticas passa "por um plano global de impostos sobre o carbono em todos os países".

No que diz respeito a Romer, as suas investigações demonstram que "a acumulação de ideias apoia o crescimento económico a longo prazo", ao demostrar "como as forças económicas atuam por trás das empresas para gerar novas ideias e inovações", refere a Real Academia.

Romer foi assim responsável pelas bases daquuilo que se conhece por "teoria do crescimento endógeno", que "gerou uma grande quantidade de nova investigação em regulamentações e políticas que fomentam novas ideias e a prosperidade a longo prazo".

Este prémio foi já entregue 49 vezes a 79 pessoas, mas apenas uma mulher o conseguiu alcançar, a norte-americana Elinor Ostrom, que em 2009 o dividiu com Oliver Williamson pelas suas análises sobre política económica de propriedades comuns.

Os vencedores receberão nove milhões de coroas suecas (970.000 euros), que serão entregues numa cerimónia em Estocolmo em 10 de dezembro, o dia em que o magnata sueco fundador do galardão, Alfred Nobel (1833-1896), morreu.

Desde 1901 foram atribuídos 586 prémios a 892 pessoas e 24 organizações, entre elas o português José Saramago, na categoria de Literatura, um momento que faz esta segunda-feira 20 anos.