Invade-me uma terrível sensação de remorso,pois não fazia a mínima ideia da razão porque este senhor me acenava efusivamente,ao que eu educadam/ correspondia,lembrando-me a situação já longínqua em que as crianças no banco de trás dos automóveis que circulavam imediatam/ à n/ frente,libertas dos cintos de segurança,nos acenavam e sorriam na pureza da sua inocência.

Ontem ao ouvir uma entrevista dada por este senhor,compreendi então o drama!E pergunto-me porque não parei algumas vezes e não lhe ofereci um pouco de companhia.Teria sido bom para ele e para mim.Porque não divulgaram esta entrevista com mais ênfase,como fizeram ontem,agora que já de nada vale...quando se repetem diáriam/ durante meses notícias patetas que nenhuma mais valia aditam à Humanidade...

A minha mais honrosa homenagem à memória desta boa alma que de uma forma tão inédita

descobriu um meio de tornar os seus dias menos pesados e melancólicos.Paz à sua alma!
Portugal Diário / Carlos Cardoso