Os manuais escolares são obrigatórios e, se os alunos não os levam para as aulas, têm falta de material. Por isso, todos os anos, a maioria das famílias suporta elevados custos com a compra desta imprescindível ferramenta escolar.

Uma investigação da TVI concluiu que um dos factores que encarece os manuais escolares é a despesa com ações de marketing, promoção e as ofertas que as Editoras fazem e que são proibidas por lei. As ofertas são legalmente proibidas, para não condicionar a escolha dos manuais por parte dos professores.

Mas o que a TVI apurou é que algumas editoras oferecem às escolas quadros interactivos, computadores e até suportes de vida, numa tentativa de garantir que os professores adoptem os livros escolares que vendem.

Um negócio de milhões que está na mão de apenas duas editoras e que devia ser regulado e fiscalizado pelo Estado Português, para proteção das famílias.

E afinal, qual é o preço justo para um manual escolar?

Foi isso mesmo que tentámos responder na segunda parte de “O Negócio dos Manuais Escolares”, uma grande investigação da jornalista Alexandra Borges, com imagem de Ricardo Ferreira e edição de imagem de Miguel Freitas.