É um assunto que tem gerado polémica e que continua sem um fim à vista. Entrevistado por Miguel Sousa Tavares, o deputado da Iniciativa Liberal, Cotrim de Figueiredo, começou por dizer que "não teria revertido a privatização em 2016".

O deputado considera que não se estudou a fundo a hipótese de insolvência.

Não se estudou a fundo a hipótese de insolvência. A insolvência parece que é igual à falência, mas não é. É crucial para o futuro e valor da TAP saber que tipo de companhia vamos ter ao fim da reestruturação e quem podem ser os parceiros de negócio daquela companhia. Porque uma coisa é certa: não é boa ideia termos o Estado a ser o único acionista de uma companhia aérea. Não foi antes da privatização e não seria agora que o negócio está ainda mais complexo", referiu Cotrim de Figueiredo.

O deputado lembrou ainda que estamos a um ano da primeira intervenção na TAP e o processo levanta mais dúvidas que certezas.

Não sabemos quem vai levar a cabo o plano de reestruturação, não sabemos os pormenores do plano de reestruturação e, sobretudo, não temos um plano de saída, ainda que ele fosse revisto daqui a uma semana ou duas ou daqui a uns meses", referiu.

 

(Todo o pocesso) Foi feito com um enorme amadorismo e sobretudo com uma falta de respeito pelas tais empresas que se queixam que têm poucos apoios e quando foi o que quase centenas de metade do que centenas de milhares de empresas receberam, foi dinheiro que foi empatado, enterrado na TAP", adiantou.

Quanto ao futuro da TAP e sem querer fazer previsões, Cotrim de Figueiredo diz que se a TAP não for capaz de manter o seu hub em Lisboa, "então não será uma empresa atrativa para parceiros e o Estado não deveria ficar nessa companhia aérea".

Lara Ferin