O líder do Chega afirmou, esta sexta-feira, que vai votar contra a proposta de Orçamento do Estado para 2022.

Após uma audiência com o Presidente da República, André Ventura salientou que o sentido de voto do partido é justificado por "vários aspetos preocupantes".

Há uma desproporção face ao que é colocado na esfera do Estado e nas entidades públicas e o apoio que é dado aos negócios, às familias, à restauração, que vai acentuar o desnível ecónomico no país".

 

Há uma preocupação excessiva em continuar a engordar o Estado e a dívida pública", rematou.

O líder do Chega aproveitou ainda para se desmarcar da culpa de uma eventual crise política.

 A direita não pode ser responsabilizada, porque não teve nenhum papel nesta governação".

André Ventura acredita que existe uma "encenação por parte de Bloco de Esquerda e do PCP".

Não se compreenderia se o BE e o PCP conseguissem suportar este Orçamento do Estado. Este Orçamento é, de facto, o pior desde o primeiro Governo de António Costa", finalizou.

O deputado pediu ainda que a esquerda "se responsabilize por aquilo que fez nos últimos sete anos".

Iniciativa Liberal critica "pouca estratégia e ambição"

O presidente do Iniciativa Liberal (IL) afirmou, esta sexta-feira, que vai também votar a contra a proposta de Orçamento do Estado para 2022.

Há pouca estratégia e ambição neste OE", admitiu.

Se existir uma eventual crise política pelo chumbo do OE, João Cotrim de Figueiredo admitiu que isso irá "depender zero da Iniciativa Liberal".

A possibilidade que se abriu de haver uma crise política para um partido que tem um único deputado e tem o peso eleitoral que tem a Iniciativa Liberal é uma crise que depende zero da Iniciativa Liberal, começou por responder.

O liberal assegurou ainda que o seu partido irá "desempenhar o seu papel político em qualquer um dos cenários".

Seja qualquer for o cenário, havendo ou não eleições antecipadas cá estaremos para representar o nosso papel que tem sido um papel de enorme exigência, garantiu.

Redação