Novembro é o mês de sensibilização para o cancro do pulmão, o tipo de doença cancerígena mais comum e mais mortífero no mundo inteiro.

A médica e presidente da Pulmonale, Associação Portuguesa de Luta Contra o Cancro do Pulmão, Isabel Magalhães esteve no “Diário da Manhã”, na TVI, e sensibilizou para a elevada taxa de mortalidade desta patologia.

É o cancro mais mortífero do mundo e em Portugal”, reitera.

A Organização Mundial de Saúde estima, que só em 2018, foram registadas 1,76 milhões de mortes devido ao cancro do pulmão e mais 2,09 milhões de pacientes com esta patologia em todo o planeta.

Em Portugal, a doença cancerígena pulmonar é o quarto cancro com maior incidência. As estimativas da Organização Mundial de Saúde apontam para mais 5.200 casos e 4.671 mortes, só em 2018, em território nacional.

É uma doença que evolui rapidamente, cada dia faz a diferença. Estamos a falar de uma patologia para a qual não existe um rastreio nacional”, refere.

 

O tabagismo é considerado a principal causa de cancro do pulmão. O estudo “European tobacco use – trends report 2019”, da Organização das Nações Unidas, diz que 90% dos casos de doença cancerígena pulmonar poderiam nunca ocorrer se o consumo de tabaco fosse eliminado da sociedade.

Deixar de fumar e um diagnóstico precoce podem ser fundamentais para a recuperação dos pacientes.

O diagnóstico precoce é extremamente importante. Se for diagnosticado tardiamente, e está a ser sucessivamente adiado, vai ter um desfecho pior”, esclarece.

A idade é outro dos principais fatores de risco para o cancro do pulmão. A nível nacional, a doença tem especial incidência em pessoas entre os 70 e 74 anos, faixa etária onde se registam 200 casos por casa 100 mil habitantes.

Tosse, dor no peito ou fadiga acentuada são os primeiros sintomas e nunca devem ser descurados.

Muitas vezes os sintomas são desvalorizados. São sintomas ligeiros no início, que muitas vezes não são valorizados”, alerta.

No mês dedicado ao cancro do pulmão, o humorista Eduardo Madeira juntou-se à Pulmonale numa campanha que tem como objetivo principal alertar para os primeiros sinais da patologia.

Nuno Mandeiro