A Superliga Europeia é mesmo para avançar. Seis clubes ingleses juntaram-se a três dos grandes clubes espanhóis e italianos para formar aquela que seria uma “liga de elite” e que ameaça por em causa o status quo do mundo do futebol.

Segundo os clubes fundadores do movimento, cerca de 20 clubes vão participar nesta liga. Rui Pedro Braz descreve o movimento como “uma autêntica bomba atómica” que cai no seio do futebol europeu e mundial. Para o comentador, estes 12 clubes ameaçam a “ordem natural” do futebol mundial.

Ameaçam a Champions League, ameaçam a Liga Europa, ameaçam as competições domésticas e ameaçam até os Campeonatos da Europa e o Campeonato do Mundo, uma vez que a FIFA e a UEFA começam a levantar o véu sobre algumas sanções que poderão começar a ser implementadas, com jogadores a serem proibidos de disputar essas competições”, explicou.

O comentador do Mais Bastidores acredita, no entanto, que este projeto “já nasceu coxo”, uma vez que o grupo de clubes não conseguiu sequer reunir os 15 membros fundadores que desejava, uma vez que Paris Saint Germain e Bayern Munique se recusaram a participar.

Também Cândido Costa demonstrou estar contra a “visão empresarial” com que esta liga está a ser criada e sublinhou que não foi com estes valores que foi educado desportivamente.

Eu vejo 12 ou 15 faraós que ficam sempre na mesma posição independentemente do que possa acontecer para a época seguinte. Depois lá convidam cinco clubes para se juntar à festa e ganhar algum dinheiro. É assim que vejo esta superliga. Vai contra tudo aquilo que me foi transmitido”, frisou.

Cândido destaca ainda a postura “fraturante” da UEFA, que considera positiva, ao tentaram impor sanções aos clubes que participem neste projeto.

Bruno Andrade recordou que este é a “boa e velha” luta pelo poder dos “ricos contra os pobres”, que vai colocar em risco toda a ordem do futebol mundial.

Projeto da Superliga Europeia é um golpe de Estado contra o futebol mundial. É o reflexo da nossa sociedade: os pobres contra os ricos, com os ricos a querer sempre o poder", explicou.

O jornalista explicou que, no entanto, a ideia inicial da Superliga Europeia parte do princípio de não estar dependente de alguém. Esse mesmo princípio, explica, levou à criação da Bundesliga e da Premier League.

Os comentadores criticam ainda o desconhecimento dos “novos donos” dos grandes europeus em relação à história dos clubes que representam, uma vez que grande parte deles foram fundados por operários.