A ministra do Trabalho disse esta segunda-feira que o Governo "monitoriza permanentemente" os números do desemprego e destacou o "esforço grande" para "manter os postos de trabalho" durante a pandemia, frisando que foram tomadas medidas com esse objetivo.

O que estamos a fazer é uma monitorização permanente [dos números do desemprego] acompanhando, naturalmente, com esta preocupação de termos medidas para manter os postos de trabalho e para conseguir responder a estas pessoas que estão a ficar em situação de desemprego”, declarou Ana Mendes Godinho, após questionada sobre a subida de 8,9% em fevereiro.

O número de desempregados inscritos nos serviços de emprego subiu 3% em março, em termos homólogos, e 8,9% face a fevereiro, para 343.761, de acordo com dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

À margem de uma visita ao Laboratório Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos, a governante foi questionada sobre os números que foram conhecidos esta segunda-feira, referindo que além deste “aumento face a fevereiro de 8,9%”, ao mesmo tempo, o que se tem sentido “é um grande número de trabalhadores abrangidos pelo lay-off".

Nesta fase de pandemia, segundo a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, o esforço tem sido “procurar que, mesmo durante um período muito difícil em que as empresas estão sem atividade, mantenham os postos de trabalho durante esta fase”.

O que temos procurado fazer é que estas medidas ajudem a que haja menos pessoas a aumentar o número dos desempregados, tem sido esse o esforço grande que estamos a fazer”, destacou.

Segundo Ana Mendes Godinho neste momento há já “mais de um milhão de pessoas abrangidas por estas medidas”, estando o executivo a implementar programas de recolocação das pessoas, em outros setores como o setor social.

Realizados mais de seis mil testes em profissionais de lares

A ministra do Trabalho afirmou que já foram realizados mais de seis mil testes de Covid-19 a profissionais dos lares, um programa desenvolvido em todo o país com a colaboração de universidades e politécnicos.

No final de uma visita ao Laboratório Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos, em Lisboa, de onde saiu um carregamento de material de proteção com destino precisamente aos lares, Ana Mendes Godinho foi questionada sobre o programa preventivo de realização dos testes nos lares “precisamente para isolar casos de profissionais que dessem positivo” e assim diminuir o risco de contágio.

O programa está em curso. Neste momento já temos mais de seis mil testes realizados em profissionais dos lares”, revelou.

De acordo com a ministra, a prioridade é testar profissionais e utentes que tenham sintomas em lares que “ainda não tenha havido situações de infeção”, precisamente para tentar “prevenir e minimizar o risco de contágio”, o que “neste momento está a acontecer em todo o país”.

Neste momento temos já 17 universidades, politécnicos, laboratórios e hospitais envolvidos para responder às várias necessidades e está a ser feito numa grande colaboração entre as CIM [Comunidades Intermunicipais], Segurança Social, saúde, Proteção Civil e as câmaras”, elencou.

Este programa de testes, na perspetiva de Ana Mendes Godinho, “está a ser feito em todo o país através desta colaboração inédita feita entre várias universidades e politécnicos”, estando também o Laboratório Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos envolvido.

Esta semana vou estar em Coimbra e na Covilhã, que também passam a aderir ao programa. As universidades e os politécnicos responderam a esta grande necessidade e estão a ser uns parceiros essenciais neste programa”, elogiou.

De acordo com IEFP, o total de desempregados registados em Portugal em março, mês em que Portugal entrou em estado de emergência por causa da pandemia de Covid-19, "foi superior ao verificado no mesmo mês de 2019 (mais 9.985) e também face ao mês anterior (mais 28.199)".

/ AG