Jorge Jesus pôs de lado a hipótese do Benfica lutar pelo título, afirmando que não conta “histórias da carochinha”. O técnico dos encarnados mostra-se agora empenhado em perseguir a luta pela entrada na Liga dos Campeões.

Rui Pedro Braz lembra que essa seria a abordagem esperada pelo treinador do Benfica, uma vez que os encarnados “não cumpriram os mínimos” a que estavam obrigados nesta reta final do campeonato.

A partir do momento em que o Benfica não cumpre os seus mínimos, então deixa de fazer sentido falar sequer na história do título”, afirma.

O comentador da TVI Bruno Andrade elogiou o realismo do técnico e insiste que o grande foco do Benfica tem mesmo de passar pela Liga dos Campeões, referindo que a diferença de pontos para os rivais do FC Porto é perfeitamente “atingível”.

Já Nuno Dias lembra que, depois do último resultado do clube da luz, outro discurso seria “ridículo”.

Rúben Amorim cumpre três jogos de castigo

O treinador do Sporting, Rúben Amorim, vai mesmo cumprir castigo de 15 dias e pagar uma multa de mais de seis mil euros. O pleno do Conselho de Disciplina da FPF não deu provimento ao recurso apresentado pelo Sporting.

Nuno Dias explicou que o recurso apresentado pelo Sporting, que se baseia em gravações áudio, serve para “limpar a imagem do treinador”, que, por sua vez, garante nunca ter dito ao árbitro “já conseguiste aquilo que querias”.

Rúben Amorim vai cumprir o seu castigo e nunca saberemos a verdade”, acrescenta Rui Pedro Braz.

“Não podemos perder mais pontos”

No FC Porto, é Sérgio Conceição quem deixa o recado: “Não podemos perder mais pontos”. O técnico dos dragões ainda acredita na conquista do título, mas sabe que a margem de erro é cada vez menor.

Bruno Andrade elogiou o discurso “muito frontal” do técnico e sublinha que os dragões têm de aproveitar a saída “honrosa” dos dragões da Liga dos Campeões.

FC Porto tem de trazer aquilo que fez na Europa para as competições internas e brigar pelo título”, frisou.

Super fiasco europeu

Houve ainda espaço para falar da “investida” fracassada do grupo de 12 clubes que tentou criar uma “Superliga Europeia”, semelhante ao modelo de negócio desportivo utilizado nos Estados Unidos da América.

Já não sobra nada. Sobram alguns escombros daquilo que foi uma tentativa de construir um projeto faraónico e que ruiu no espaço de dois dias, por vontade dos adeptos e dos jogadores. Por vontade da tribo do futebol. É isso que está em causa e a tribo do futebol venceu esta batalha”, explicou Rui Pedro Braz.

O comentador afirma ainda que os grandes do futebol “levaram um banho de humildade” e vão pensar duas vezes antes de voltar a fazer uma proposta destas, no entanto, lança dúvidas acerca de se os clubes “aprenderam a lição”.