A Coreia do Sul anunciou que a Coreia do Norte disparou dois “projéteis” não identificados, uma informação confirmada pelos EUA, que detalharam que se tratava de engenhos de curto alcance.

Posso confirmar que eram de curto alcance”, afirmou à AFP um dirigente norte-americano sob anonimato, sem detalhar a data do disparo.

Esta afirmação foi feita depois de o Estado-Maior das Forças Armadas sul-coreanas, citado pela agência noticiosa sul-coreana Yonhap, ter declarado que os norte-coreanos tinham disparado um “projétil” não identificado. Pouco depois, avançavam que tinham sido disparados dois projéteis.

A pormenorização do alcance do engenho é relevante, uma vez que o Presidente norte-americano, Donald Trump, já afirmou que os mísseis de curto alcance não afetariam as negociações com os dirigentes de Pyongyang.

Não considero isso uma rutura na relação de confiança. Isso pode acontecer, em algum momento. Mas agora não”, afirmou o Presidente norte-americano em maio, depois do disparo de mísseis por parte da Coreia do Norte.

Trata-se de mísseis de curto alcance. Uma coisa padrão”, insistiu.

Trump reuniu-se em junho com o dirigente norte-coreano Kim Jong Un pela terceira vez.

O Exército sul-coreano disse que os mísseis foram lançados a partir da cidade costeira de Wonson e que voaram cerca de 430 quilómetros antes de aterrarem nas águas ao largo da costa leste do país.

Nos últimos dias, a Coreia do Norte tem aumentado a pressão sobre os Estados Unidos e a Coreia do Sul, na sequência das manobras militares previstas este verão entre Seul e Washington.

Japão condena lançamento

O Governo do Japão classificou hoje como “extremamente lamentável” o lançamento de mísseis de curto alcance pela Coreia do Norte, informando, no entanto, que não chegaram ao território japonês nem à sua zona económica exclusiva.

Se são mísseis balísticos, trata-se de uma violação das resoluções da ONU (...) Os recentes disparos de projéteis são extremamente lamentáveis”, disse o ministro da Defesa japonês, Takeshi Iwaya, citado pela agência France-Presse (AFP).