A PJ participou numa operação internacional destinada a combater a compra e venda de produtos ilícitos na ‘dark web’ (internet oculta), o que permitiu deter em Portugal cinco pessoas suspeitos de tráfico de droga, indicou hoje aquela polícia.

Em comunicado, a Polícia Judiciária adianta que, durante o mês de fevereiro, participou numa operação internacional juntamente com a Europol e forças policiais de outros Estados-membros da União Europeia, dos Estados Unidos e do Canadá, com o objetivo de identificar possíveis vendedores e compradores de produtos ilícitos através da ‘dark web’.

Segundo a PJ, a operação, que decorreu em simultâneo nos vários países envolvidos, levou à detenção de 61 suspeitos e à desativação de 50 contas de ‘dark web’ utilizadas em variadas atividades ilícitas.

A PJ sublinha que foram também apreendidos cerca de 295,5 quilogramas de diversos tipos de drogas e de mais de 6,2 milhões de euros, dos quais cerca de quatro milhões em cripto moedas, 2,2 milhões em dinheiro vivo e 35.000 euros em ouro.

Em Portugal, a Polícia Judiciária abriu 13 novas investigações que permitiu a detenção de cinco pessoas suspeitos de tráfico de droga e à apreensão de drogas sintéticas, designadamente ecstasy e LSD.

De acordo com a PJ, as autoridades envolvidas acreditam que através desta operação foi “transmitido um forte sinal” a todos os envolvidos na compra e venda de drogas, produtos contrafeitos, armas de fogo e outras mercadorias ilícitas através da ‘dark web’, demonstrando que os negócios ilícitos podem ser “facilmente detetados” pelas policias.

A ‘dark web’ é uma parte da internet que apenas é acessível através de software específico, como é o caso do TOR (The Onion Router), com processos de navegação anónima e encriptada.

A PJ explica que, embora disponibilize um espaço de privacidade e liberdade, a 'dark web' é também um ambiente fértil para o desenvolvimento de atividades ilícitas por parte de um grande número de criminosos das mais diversas partes do mundo.

Nesse sentido, a investigação das atividades ilícitas praticadas através da ‘dark web’ tornou-se prioritária para a generalidade das polícias a nível mundial.

Aquela polícia chama atenção das pessoas que eventualmente pretendam adquirir produtos ilícitos na ‘dark web”, sublinhando que correm riscos elevados e existe “grande probabilidade” de se tornarem “vítimas de diversas atividades ilícitas”.

No comunicado, a PJ refere ainda que as pessoas quando estão em casa e dão uma ordem de compra no seu computador estão a expor dados pessoais sensíveis a terceiros desconhecidos, inclusive a criminosos, e a exibir os seus dispositivos (computadores, ‘tablets’, telefones, etc.) ao mais diverso tipo de software malicioso, além de correrem o risco de receber em casa, depois de efetuarem o pagamento, produtos contrafeitos ou drogas que podem matar, armas defeituosas ou diversos tipos de serviço de cibercriminalidade que as vão prejudicar.

/ BM