A escuta através da internet é algo possível já há alguns anos e aí estão também o podcasting e a disponibilização de conteúdos multimédia através dos respectivos sites, revela o estudo Bareme Rádio, da Marktest.

Ou seja, a nova Rádio deixa de ter apenas ouvintes e, atráves das multi-plataformas de transmissão de conteúdos passa a ter também leitores e visualizadores, permitindo, ainda, a liberdade para a gestão do melhor momento de acesso aos mesmos.

O hábito de escuta de rádio pela internet está em crescimento e em 2006 apresenta já valores consideráveis, a escuta regular (diária) apresenta ainda valores pouco expressivos.

A escuta ocorre maioritariamente em casa, contudo, é já relevante a penetração evidenciada no local de trabalho.

Média de ouvintes com mais de 14 anos manteve-se entre 4,5 a 4,9 milhões de portugueses

O número de Portugueses que ouve rádio diariamente, em 2006, é, ainda que ligeiramente, superior ao registado aquando do início do estudo. Verifica-se que o consumo global de rádio tem conhecido valores muito siginificativos: a média de ouvintes com mais de 14 anos (universo do estudo) manteve-se entre os 4.5 milhões e os 4.9 milhões de indivíduos.

Num período em que a oferta e diversidade televisiva tem conhecido um enorme cresciment, em parte devido à generalização do acesso à televisão por cabo, é particularmente relevante que a Rádio continue a ser companhia diária para perto de 60% dos portugueses.

Número de ouvintes em Espanha é menor

A perspectiva comparativa entre Portugal e Espanha permite concluir que não só a média de ouvintes em Espanha se tem mantido abaixo dos valores registados entre nós (54,8% para 57,4% em Portugal, 1997-2006), como também as variações do meio, de ano para ano, são mais acentuadas.

Como constatamos, numa perspectiva comparativa com o que se passa em Espanha, o consumo anual de rádio em Portugal tem-se pautado pela estabilidade, reforçada por uma tendência de crescimento.
Redação / CPS