A edição de 2006 do estudo Consumidor contabiliza 1.391 mil fumadores, um número que representa 16,7 por cento do universo composto pelos residentes no Continente com 15 e mais anos, revelam os dados do estudo Consumidor, da Marktest.

Este número tem evidenciado uma tendência de descida nos últimos 10 anos. Em 1996, o consumidor mostrava que 22,1% dos residentes no Continente era fumador, um valor 32% acima do agora verificado.

Este hábito é muito heterogéneo entre a população, sendo ao nível da idade e da ocupação que mais diferenças se registam, mas o género e a classe social também apresentam diferenças significativas.

Homens fumam o dobro das mulheres

Entre os homens, a taxa de fumadores é mais do dobro da observada junto das mulheres, respectivamente 22,8% e 11,2%, respectivamente.

Os jovens dos 15 aos 17 anos são os que apresentam o valor mais baixo. Mesmo assim, 4% dos jovens desta idade diz fumar.

Entre os 18 e os 24 anos há 20,3% de fumadores, um número que aumenta gradualmente até aos 24,8% observados junto dos indivíduos dos 35 aos 44 anos, o grupo onde mais indivíduos declaram ter este hábito, para baixar gradualmente a partir desta idade, até atingir os 5,5% junto dos idosos com mais de 64 anos.

Entre as regiões são observadas menores diferenças, embora os residentes na Grande Lisboa se destaquem dos restantes, com taxas bastante acima da média, 23,3%. Os residentes no Grande Porto também registam um valor acima da média, 18,9%. Todas as outras regiões apresentam valores abaixo desta média e aproximados entre si.

Quem trabalha no comércio e serviços tem mais tendência para fumar

Na análise da ocupação a heterogeneidade de comportamentos é igualmente muito evidenciada. Os empregados do comércio, serviços e administrativos são os que mais se destacam, pois 27,4% deles são fumadores.

Com valores mais próximos, oscilando entre 21,7% e 23,5% estão as outras ocupações activas, sendo os inactivos (reformados, estudantes e domésticas) os que apresentam valores mais abaixo da média.

Nas classes sociais, os valores oscilam entre os 24,5% de fumadores entre as classes alta e média alta e os 7,2% junto dos indivíduos da classe baixa.
Redação / CPS