O ministro da Administração Interna reagiu esta sexta-feira à nomeação da ex-diretora do SEF para integrar a equipa que vai reestruturar o regime de vistos Gold.

Confrontado pelos jornalistas, a resposta de Eduardo Cabrita foi sucinta, rejeitando qualquer "escândalo":

O que seria um escândalo era dizer que alguém está a receber e não está a trabalhar", rematou o ministro.

Recorde-se que Cristina Gatões, a 9 de dezembro, pediu a demissão devido à polémica que envolve a morte de um cidadão ucraniano no aeroporto de Lisboa.

A nomeação visa “analisar soluções que assegurem maior eficácia no âmbito da permanência em Portugal dos titulares de residência para atividade de investimento”.

Forças de segurança e bombeiros iniciam vacinação na próxima semana

O ministro afirmou que 15 mil bombeiros e 20 mil elementos das forças de segurança vão começar a ser vacinados contra a covid-19 na próxima semana.

Na próxima semana iniciar-se-á a vacinação de funções essenciais do Estado, destacaria os bombeiros, cerca de 15 mil e cerca de 20 mil elementos das forças de segurança [PSP e GNR]", afirmou Eduardo Cabrita.

O governante falava aos jornalistas em Castelo Branco, onde se deslocou para presidir à cerimónia de assinatura do protocolo entre a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e a MOVIJOVEM - Mobilidade Juvenil, para o funcionamento de cinco Estruturas de Apoio de Retaguarda (EAR) em pousadas da juventude.

O ministro da Administração Interna explicou que nem todos os elementos das forças de segurança vão receber já a vacina contra a covid-19.

Não é todo o efetivo. São aqueles que, prioritariamente, estão afetos a atividades operacionais, desde vigilância de pessoas em isolamento profilático, à garantia do respeito pelas regras do estado de emergência ou as desinfeções que têm sido feitas pela GNR", concluiu.

Medidas nas fronteiras "são essenciais"

Eduardo Cabrita afirmou ainda que as medidas que foram adotadas nas fronteiras, tanto terrestres como aéreas, "são essenciais", uma vez que Portugal regista 1.600 casos por cada 100 mil habitantes.

O ministro compreende a preocupação dos trabalhadores fronteiriços e sugere uma possível alteração de horários ou do número de postos de passagem na reavaliação quinzenal.

O nível de contágios exige uma resposta decisiva", argumentou.

Rafaela Laja