Os três inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) - Bruno Valadares Sousa, Duarte Laja e Luís Filipe Silva - acusados do homicídio de Ihor Homeniuk, em março de 2020 no aeroporto de Lisboa, começaram hoje a ser julgados no campus de justiça, em Lisboa.

Ao que a TVI apurou, a defesa dos arguidos pediu que o julgamento fosse suspenso devido à pandemia de covid-19, mas o pedido foi indeferido. 

Em declarações aos jornalistas à chegada ao campus de justiça, Maria Manuel Candal, advogada de Luís Silva, confirmou que todos os arguidos vão prestar declarações. 

Todos os arguidos vão prestar declarações", afirmou.

A TVI sabe ainda que Bruno Valadares Sousa, Duarte Laja e Luís Filipe Silva já chegaram ao tribunal e que o julgamento começou com 40 minutos de atraso. 

Bruno Sousa chegou sozinho, Luís Filipe Silva e Duarte Laja chegaram acompanhados dos advogados: Maria Manuel Candal e Ricardo Serrano, respetivamente.

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Para o Ministério Público (MP), os inspetores do SEF algemaram Homeniuk com os braços atrás do corpo e, desferindo-lhe socos, pontapés e pancadas com o bastão, atingiram-no em várias partes do corpo, designadamente, na caixa torácica, provocando a morte por asfixia mecânica.

A acusação critica os três arguidos e outros inspetores do SEF por terem feito tudo para omitir ao MP os factos que culminaram na morte do cidadão, no Centro de Instalação Temporária do Aeroporto de Lisboa, chegando ao ponto de informar o magistrado do MP que Homeniuk “foi acometido de doença súbita”.

Considera o MP que as agressões provocaram a Homeniuk dores físicas, elevado sofrimento psicológico e dificuldades respiratórias, que lhe causaram a morte, em 12 de março.

Além do crime de homicídio qualificado, os arguidos estão acusados de posse de arma proibida.

O MP decidiu também extrair uma certidão para que seja investigada a prática de eventuais crimes de falsificação de documento.

A viúva Oksana Homeniuk constituiu-se assistente no processo.