Várias dezenas pessoas ficaram retidas nos aeroportos de Lisboa e Porto pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Ao que a TVI24 apurou, foi solicitado aos passageiros que apresentassem um teste PCR negativo para darem entrada no território nacional.

A TVI sabe que estiveram cerca de 40 passageiros à espera em Lisboa. Uma situação que foi entretanto resolvida durante a noite.

O mesmo episódio ocorreu ao longo do dia no Porto.

Aos passageiros que chegaram sem teste efetuado foi exigido que o efetuassem no aeroporto, implicando um custo de 100 euros.

Contactada pela TVI, a ANA Aeroportos confirma que a situação ainda estava a decorrer em Lisboa, remetendo para a legislação em vigor, que prevê o pagamento dos testes e, inclusivamente uma multa às companhias aéreas que fizeram o transporte.

Aquela autoridade explica que foram adaptadas diferentes áreas, à partida e à chegada, para controlo de documentos por parte das autoridades competentes. Os recursos de laboratório foram reforçados para que se possam realizar mais testes, sendo que a demora na obtenção dos resultados está estimada entre as seis e as oito horas.

Foram ainda reforçadas as condições na área de espera para diminuir o constrangimento de passageiros, tendo sido fornecidas cadeiras, camas, mantas, água, sopa, fruta e ainda a possibilidade de encomendar refeições.

Perante este cenário, a ANA Aeroportos apela a que os passageiros com voo marcado consultem previamente a legislação dos países de origem e de destino.  

Assim, quem fez o teste terá de aguardar pelos resultados nas instalações, algo que pode demorar até oito horas, durante as quais estes cidadãos terão de ficar no aeroporto.

Recorde-se que o controlo de fronteiras entrou este domingo em vigor em Portugal, como medida de prevenção da covid-19.

Perante o aumento de casos, todos os Estados-membros da União Europeia definiram um plano consoante o país de origem dos viajantes que cheguem. 

Na esmagadora maioria é requerida a apresentação de um teste PCR negativo à covid-19 nas 72 horas antes da data de chegada.

António Guimarães