Nas ultimas semanas, vários cientistas têm vindo a acompanhar o desenvolvimento de um buraco na camada de ozono do Ártico, que neste momento pode ser o maior alguma vez visto. 

Em comunicado à Agência Espacial Europeia, o cientista do Centro Aeroespacial Alemão, Diego Loyola, explicou que o buraco atingiu uma área de 997 mil metros, desde que foi avistado pela última vez, em fevereiro. 

Os níveis de ozono na área caíram acentuadamente desde então. E como resultado, a radiação ultravioleta está ligeiramente mais alta do que é habitual. O buraco não vai afetar diretamente os seres humanos - devido à sua localização, a norte da Gronelândia, que é escassamente povoada - mas a preocupação prende-se em como é que vai afetar o ecossistema. 

O acontecimento é considerado pouco comum por acontecer no Ártico, pois na Antártida, onde as temperaturas são consideradas bastante mais altas e propícias a estas ocorrências, são reportados buracos todos os anos, ainda que nenhum grande o suficiente desde 2011. 

Nem os cientistas que integram o programa da União Europeia de observação da terra, os primeiros a localizar o buraco, percebem o porquê deste ser tão grande. À CNN, o diretor do programa disse que "o ozono naquela camada estava praticamente esgotado". 

A poluição é um fator determinante na destruição da camada de ozono. Desde 1985 que se registam buracos na camada de ozono na Antártida. 

Marta Sofia Carvalho