A TAP anunciou esta quinta-feira que perdeu 1.230,3 milhões de euros só no ano de 2020, prejuízos históricos que são provocados pela grave crise provocada pela pandemia de covid-19 no setor da aviação.

Na TVI24, o presidente do conselho de administração da companhia aérea, Miguel Frasquilho, esclareceu que os resultados apresentados não são surpreendentes, falando na pior crise do setor da aviação.

A TAP não foge à regra, tal como todas as outras companhias. Em termos de receita, caiu mais de 60%, em linha com a Lufthansa, Air France ou British Airways", referiu, acrescentando que essas outras companhias tiveram prejuízos na ordem dos sete mil milhões de euros.

Para Miguel Frasquilho, este resultado foi influenciado por "dois movimentos contabilísticos" ocorridos no quarto trimestre do ano passado, e que estão relacionados com impostos diferidos e uma provisão para despesas que devem acontecer já neste ano.

Mas a situação continua grave em 2021, e o primeiro trimestre apresenta também números muito negativos. Sobre isto, o presidente do conselho de administração da TAP diz que a empresa previa um "primeiro trimestre mau", mas admitiu que "as expectativas foram excedidas", pela negativa.

Perante o ritmo de vacinação e o desconfinamento em prática em vários países, a TAP espera "um 2021 em linha com o previsto" no plano apresentado à Comissão Europeia.

Esperamos um 2021 que pode estar em linha com o previsto", afirmou.

Sobre a aprovação do plano de reestruturação, Miguel Frasquilho aponta essa data para maio, afirmando que tem uma sensação de que a Comissão Europeia recebeu o documento de forma "construtiva".

Desta forma, Miguel Frasquilho garante que o plano de reestruturação previsto se vai manter: "Nada nos leva a concluir que o resto do ano não poderá até compensar o primeiro trimestre".

Agradecendo aos contribuintes, uma vez que o Estado tem feito, e vai continuar a fazer, um grande investimento na TAP, o presidente do conselho de administração da empresa diz que haverá um retorno até 2030.

Este investimento entre 2020 e 2024 terá um retorno bastante positivo para a economia até 2030", disse, ressalvando que a TAP é importante na economia portuguesa.

De resto, Miguel Frasquilho diz que o investimento feito pode ter um retorno até três vezes maior.

António Guimarães