O impacto da covid-19 na habitabilidade global foi absolutamente devastador. Após mais de um ano de pandemia, as crises sanitárias, o fecho de fronteiras e os confinamentos continuam a afetar milhões de pessoas em todo o mundo.

Contudo, alguns destinos saíram-se muito melhor do que outros na gestão do vírus, o que significa que aqueles que lá vivem foram capazes de voltar a algum tipo de "vida normal" razoavelmente cedo.

A Nova Zelândia foi muito elogiada por lidar bem com a crise, por isso talvez não seja nenhuma surpresa que Auckland, uma das suas cidades, tenha sido eleita a cidade mais habitável do mundo em 2021.

Já as cidades europeias são consideradas menos habitáveis devido à pandemia, segundo o relatório anual da Unidade de Inteligência Económica.

A verdade é que as cidades do hemisfério sul dominam o pódio da lista, ora veja: 

  • 1 - Auckland, Nova Zelândia
  • 2 - Osaka, Japão
  • 3 -  Adelaide, Austrália
  • 4 - Wellington, Nova Zelândia
  • 4 - Tóquio, Japão (empate)
  • 6 -  Perth, Austrália
  • 7 -  Zurique, Suíça
  • 8 - Genebra, Suíça
  • 8 -  Melbourne, Austrália (empate)
  • 10. Brisbane, Austrália
As cidades que subiram ao topo da classificação este ano são em grande parte aquelas que tomaram medidas rigorosas para conter a pandemia", explicou Upasana Dutt, da Unidade de Inteligência Económica.

Talvez sem surpresa, a pontuação média global de habitabilidade geral caiu sete pontos quando comparada com números anteriores à pandemia.

O índice tem em consideração mais de 30 fatores qualitativos e quantitativos que abrangem cinco grandes categorias: estabilidade (25%), saúde (20%), cultura e meio ambiente (25%), educação (10%) e infraestruturas (20%) .

Embora as categorias não tenham sido alteradas este ano, uma série de indicadores foram levados em consideração, como a preocupação com serviços de saúde e restrições a eventos desportivos locais.

No entanto, a maneira como cada cidade lidou com a pandemia, a rapidez com que as vacinas foram lançadas e o nível de restrições nas fronteiras levaram a grandes mudanças na classificação.

Os países da União Europeia, por exemplo, tiveram um início lento para a administração de vacinas e muitos estados-membros impuseram restrições severas que prejudicaram o seu desempenho no ranking deste ano.

A organização acrescenta que "oito das dez maiores descidas no ranking são cidades europeias", destacando a descida mais dramática, a cidade de Hamburgo, no norte da Alemanha, que caiu 34 posições ficando em 47.º lugar. Esta descida é justificada pelo "stress nos recursos hospitalares", que de acordo com o estudo aumentou na maioria das cidades da Alemanha e da França, resultando numa "pontuação da saúde deteriorada".

Algumas cidades espanholas, como Madrid e Barcelona, tiveram uma subida nas suas posições, devido à pontuação que obtiveram na área da saúde e da habitabilidade em geral, por causa da resposta melhorada na segunda vaga de covid-19 no país.

Embora o topo da lista tenha mudado, o estudo aponta que houve muito menos movimento na parte inferior. Eis as piores:

  • 1- Damasco, Síria
  • 2- Lagos, Nigéria
  • 3 - Port Moresby, PNG
  • 4 - Dhaka, Bangladesh
  • 5 - Algiers, Algéria
  • 6 - Tripoli, Líbia
  • 7 - Karachi, Paquistão
  • 8 - Harare, Zimbabwe
  • 9 - Douala, Camarões
  • 10 - Caracas, Venezuela

Muitas das cidades que apresentam uma má classificação foram afetadas por conflitos, tendo pressionado os sistemas de saúde e as infraestruturas.

Rafaela Laja