Já saíram os resultados da 1ª fase de do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior de 2019. O Instituto Superior Técnico (IST), em Lisboa, foi a faculdade que registou as médias mais altas.

As duas melhores médias de entrada foram registadas no IST, onde Engenharia Aeroespacial teve as 92 vagas preenchidas, com o último colocado a entrar com uma média de 18,95 valores. Ainda no IST, o curso de Engenharia Física Tecnológica completou todas as 69 vagas, sendo o último valor de entrada de 18,8.

A média mais baixa do país foi de 9,5 (valor mínimo para acesso à faculdade), registada em nove cursos, com destaque para os institutos politécnicos de Bragança, Castelo Branco e Coimbra, que registaram mais de um curso com a referida média. De referir que, em nenhum dos casos, a totalidade das vagas foi preenchida, chegando a haver cursos que ficaram com menos de metade dos lugares disponíveis.

Relativamente ao curso de Medicina, tradicionalmente um dos mais concorridos, a média mais alta foi no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, da Universidade do Porto, onde o último aluno a entrar teve uma média de 18,5 valores. O segundo valor mais alto foi de 18,22, na Universidade do Minho, sendo a média mais baixa na Faculdade de Ciências e Medicina da Universidade dos Açores, onde o último aluno a entrar no curso de Medicina teve uma média de 17,48 valores.

Na totalidade, 61 cursos não reuniram alunos suficientes para abrirem. De resto, refira-se que nenhum dos 19 cursos do IST registou vagas por preencher, num total de 1473 lugares, 220 dos quais para o curso de Engenharia Informática e de Computadores.

Segundo dados da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), concorreram à 1ª fase 51036 candidatos, dos quais 44500 encontraram vaga na faculdades. Destes, 531,% entraram na primeira opção. No total, candidataram-se ao ensino superior mais 3,4% de alunos, relativamente ao período homólogo.

A totalidade das faculdades portuguesas abriram a concurso 50860 vagas, das quais 6734 ficaram por ocupar. Os alunos que não entraram podem agora concorrer à segunda fase, na qual alguns cursos já não se encontram disponíveis.

Cursos técnicos curtos crescem a afirmam-se no acesso a licenciaturas

Os cursos técnicos superiores profissionais (CTeSP) devem receber este ano 9.625 novos alunos, revelam hoje dados oficiais, que mostram que os inscritos duplicaram em três anos e que são cada vez mais uma via de acesso a licenciaturas.

As estimativas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) apontam para 9.625 alunos matriculados pela primeira vez e no primeiro ano dos CTeSP em 2019-2020, um número bastante superior aos 6.316 nesta situação no ano letivo anterior.

O número de “caloiros” nos CTeSP tem vindo a crescer desde 2015, mas de forma pouco expressiva nos primeiros anos, com números entre 5.000 e 5.500 alunos, só tendo passado a barreira dos 6.000 no ano letivo passado, esperando-se para 2019-2020 números já próximos dos 10.000 novos alunos.

Estes cursos curtos, com dois anos de duração, ministrados pelos politécnicos, são sobretudo direcionados para alunos vindos de uma formação de ensino secundário de cariz profissionalizante e pretendem ser eles próprios uma continuidade nesse caminho, não conferindo grau académico aos seus diplomados, ainda que sejam cursos de nível superior.

No último ano ganharam também peso como forma de acesso a licenciaturas ou mestrados integrados, ou seja, cursos superiores conferentes de grau académico.

Desde a sua criação que está prevista a possibilidade de prosseguimento de estudos superiores para quem concluiu os CTeSP e em 2017-2018 foram 1.265 diplomados destes cursos curtos que acederam a uma licenciatura ou mestrado integrado vindos desta via, representando 2% dos matriculados no ensino superior público nesse ano letivo.

Em 2016-2017, apenas 52 diplomados pelos CTeSP tinham avançado para outras formações superiores.

De acordo com os dados divulgados hoje, para quase todas as instituições que lecionam CTeSP a tutela espera este ano um aumento do número de novos alunos, que devem acolher cada uma delas, na sua maioria, centenas de “caloiros”.

No entanto, há uma instituição que já ultrapassou a barreira dos milhares de alunos nestes cursos: o Politécnico de Leiria recebeu no ano passado 1.031 novos alunos nos CTeSP e espera este ano acolher 1.191 “caloiros”.

Próximo de atingir a barreira de um milhar de novos alunos deve ficar este ano o Politécnico do Porto, que espera receber 977 novos alunos.

Tendo em conta o universo de inscritos (primeiro e segundo anos dos cursos), os dados hoje divulgados mostram que de 2015-2016 para 2017-2018 duplicou o número de alunos a frequentar os CTeSP, com um crescimento dos 6.430 para os 12.780 alunos.

Os dados mostram também que os CTeSP são a via de formação superior preferencial para os alunos do ensino secundário profissional que prosseguem estudos.

Entre os que terminaram em 2016-2017 os cursos profissionais 6% estavam em 2017-2018 a frequentar uma licenciatura ou mestrado integrado, mas 12% optaram pelos CTeSP.

Ainda assim, apenas 18% dos alunos do ensino profissional prosseguem estudos superiores.

Já 80% dos alunos que concluem o ensino secundário pela via científico-humanística seguem para uma universidade ou politécnico, 79% para tirar uma licenciatura ou mestrado integrado e apenas 1% para CTeSP.

O número de colocados na primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior aumentou para os 44.500 estudantes, 1,2% acima de 2018, revelam os dados oficiais que indicam ainda que mais de metade entrou na sua primeira opção.

Os resultados da primeira fase do CNA estão desde hoje disponíveis na página da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES) em http://www.dges.gov.pt.

Os candidatos puderam concorrer a 1.087 cursos nas universidades e politécnicos públicos.

A segunda fase de candidaturas decorre entre 9 e 20 de setembro e os resultados são divulgados a 26 de setembro.

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