Um homem foi visto a utilizar uma cobra em redor do pescoço e da boca num autocarro em Manchester, alegando que o animal era a sua máscara protetora contra a covid-19. O sucedido deixou os outros passageiros incrédulos.

Segundo as regras da Transport for Greater Manchester, órgão público responsável pelos serviços de transporte na cidade de Manchester, o uso de máscara é obrigatório durante as deslocações em transportes públicos, exceto para crianças menores de 11 anos ou indivíduos isentos por motivos de saúde.

O passageiro, que já violava as regras ao não utilizar a máscara, ainda retirou a cobra do pescoço, deixando-a passear pelos corrimãos não higienizados do autocarro.

Uma outra passageira afirmou à BBC que achava que o homem estava a usar uma "máscara personalizada" até que viu o animal deslizar pelo corrimão.

As autoridades intervieram na situação e alegaram que cobras não podem substituir a utilização de máscara.

Na imagem é possível ver o homem sem máscara e com a cobra ao pescoço.

A orientação do governo afirma claramente que não precisa de ser uma máscara cirúrgica e que os passageiros podem fazer a sua própria ou usar algo adequado, como um lenço. Embora haja um pequeno grau de interpretação que pode ser aplicado, não acreditamos que se estenda ao uso de pele de cobra, especialmente quando ainda está presa à cobra”, comentou um porta-voz da Transport for Greater Manchester à BBC.

De acordo com Adam Hart, Professor de Comunicação Científica da Universidade de Gloucestershire entrevistado pelo Metro, a cobra parecia, pela fotografia, uma pitão, que apesar de não ser uma espécie venenosa, pode matar um ser humano pelo meio da asfixia.

Não há, sem surpresa, nenhum estudo sobre a eficácia de 'máscaras de cobra', mas acho que podemos dizer com certeza que esta não é uma forma eficaz de reduzir a propagação do coronavírus. Se é possível respirar, também é possível a passagem de partículas do vírus”, acrescentou o professor.

Redação / MS