O primeiro-ministro, António Costa, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, têm encontro marcado esta segunda-feira, no Palácio de Belém, em Lisboa, para discutir os temas da atualidade, com particular destaque para o combate à covid-19, mas também os planos de recuperação português e da União Europeia (UE).

A apresentação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) será feita na terça-feira, na Fundação Champalimaud, mas já são conhecidas algumas medidas. 

De acordo com o jornal Público, nesse documento constam projetos como:

-A criação de duas novas pontes com Espanha; No total, vão ser criados quatro novos pontos rodoviários. Bragança passará a ser a cidade portuguesa com o trajeto mais direto a Madrid, uma vez que uma das ligações previstas, é o IC2 que liga Bragança, em Portugal, a Puebla de Sanabria, em Espanha. Depois, o caminho até à capital espanhola será feito através de um TGV. A viagem dura menos de três horas e o custo ronda os 70 euros. 

Os outros pontos rodoviários passam por ligar Moraleja (Espanha) ao IC31 (Castelo Branco/Monfortinho); uma ponte entre Sanlucar de Guadiana e Alcoutim; e uma outra sobre o Rio Sever.

-Um investimento de 1250 milhões de euros para garantir habitação condigna para 26 mil famílias sinalizadas; O ministro do Planeamento, Nelson de Souza, garantiu que com a verba da UE, este problema deverá estar resolvido até ao final de 2024. 

-Um eléctrico rápido em Loures; Um projeto que ligará a estação de Metro de Odivelas ao Infantado, passando pelo Hospital Beatriz Ângelo, pela Póvoa de Santo Adrião, Santo António dos Cavaleiros e Loures. 

-Um autocarro autónomo na cidade do Porto, que vai funcionar na zona do Campo Alegre.

-Meios complementares de diagnóstico nos centros de saúde; No PRR há ainda espaço para a compra de máquinas de fazer ecografias, exames radiológicos e todo o tipo de análises. Uma medida que tem como propósito levar os utentes a fazer grande parte dos exames e consultas nos centros de saúde, libertando os hospitais.

-8.500 camas de cuidados integrados e paliativos; Esta é uma promessa já há muito falada, mas que precisava de verbas. Até 2026, o Governo quer concluir a Rede Nacional de Cuidados Intensivos Integrados e a Rede Nacional de Cuidados Paliativos. A distribuição  vai ser feita da seguinte forma: 5.500 camas de cuidados continuados; 500 em unidades de promoção de autonomia; 1.000 para cuidados domiciliários; 1.000 nas regiões autónomas; 100 para saúde mental; e 400 para cuidados paliativos. Um investimento de cerca de 200 milhões de euros, para ser concretizado em pouco mais de cinco anos. 

-Compra de meios aéreos próprios de combate a incêndios pela Força Aérea. Uma medida que surge depois dos grandes incêndios de 2017 e que deverá estar finalizada até 2023. No PRR, existe uma fatia de 93 milhões de euros para este negócio.

Portugal pretende, assim, obter um total de 12,9 mil milhões de euros de subvenções e um máximo de 15,7 mil milhões de empréstimos. O plano tem de estar cumprido em 2026, apurou o Público. 

De recordar que na semana passada, o primeiro-ministro esteve reunido com todos os partidos com assento parlamentar para que estes conhecessem o esboço do PRR, que foi igualmente discutido no Parlamento. 

VEJA TAMBÉM:

Cláudia Évora